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Meu blog - ter, 09/03/2010 - 10:43

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Profissão, Vocação, Destino

Meu blog - ter, 09/03/2010 - 10:38

A famosa citação de Weber sobre a política como vocação e a política como profissão tem servido aos mais variados usos equivocados. Ela também está parcialmente contaminada por uma visão tornada arcaica pela complexidade crescente do mundo e da gestão pela qual a política deve ser hobby de aristocratas ociosos. Hoje nem mesmo os setores da burgueisia e os altos executivos poderiam dispender seu tempo na política e ao mesmo tempo serem capazes de desempenhar suas funções.
Fora o sentido mais econômico da distinção, que nem é a mais importante da frase de Weber, seu sentido mais geral e político continua necessário, ou seja, não se deve depender da política de tal forma que sejamos obrigado a fazer aquilo que nos contraria, que sabemos que não é bom, ou mesmo só deixar de fazer aquilo que é necessário por se temer que isto nos retire o poder, o mandato, a influência. É um daqueles pressupostos fáceis de falar na forma de centenas de bravatas, mas que é cada vez mais raro ver quem tem realmente a bravura de segui-la.
A política entrou na minha vida de uma forma avassaladora. Eu podia ter resolvido ser muitas coisas, mas me decidi sempre pela política. Há, com certeza, muitos momentos nos quais preferia ter seguido outros caminhos, como enfrentar tarefas que exigissem menos esforço intelectual como a carreira acadêmica, confrontasse animais menos ferozes como no sonho de infância de ser zo?ogo, requeresse menos responsabilidade e tivesse mais soluções para tudo como jornalista.
Não vou negar os momentos no qual há o desejo profundo de alguma utopia à Thoreau de viver no mato e andar a pé pelas trilhas nos intervalos de uma vida dura e simples. Há também a utopia oposta de postar-me a frente de 40 potenciais delinquentes juvenis em uma sala de aula. Estas duas ainda persistem apesar de todas as recomendações em contrário e é possível que acabe em uma delas no momento que sentir que a política tornou-se incapaz de dar alguma resposta efetiva.
 É por não ser tão descrente como todos acham que sou que tenho tanto medo de nos momentos convulsionados pedir a Deus que seja feita a vontade dele e não a minha, que eu siga no sentido de cumprir meu destino. O medo é das preces serem atendidas e por isto sempre penso mil vezes para ver se estou preparado pro resultado.
Seria presunção dizer que ele me quer neste meio da política, ainda mais na forma como ela anda. Mas só posso dizer que é sempre nela que ele encontra um caminho pra mim, abre novas portas ou reabre portas antigas a cada vez que sou tomado pela vontade de deixar tudo e ir plantar jabuticabas. Só posso concluir que há nisto um sentido, mesmo que oblíquo demais para minha percepção humana.

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Profissão, Vocação, Destino

Meu blog - ter, 09/03/2010 - 10:33

A famosa citação de Weber sobre a política como vocação e a política como profissão tem servido aos mais variados usos equivocados. Ela também está parcialmente contaminada por uma visão tornada arcaica pela complexidade crescente do mundo e da gestão pela qual a política deve ser hobby de aristocratas ociosos. Hoje nem mesmo os setores da burgueisia e os altos executivos poderiam dispender seu tempo na política e ao mesmo tempo serem capazes de desempenhar suas funções.
Fora o sentido mais econômico da distinção, que nem é a mais importante da frase de Weber, seu sentido mais geral e político continua necessário, ou seja, não se deve depender da política de tal forma que sejamos obrigado a fazer aquilo que nos contraria, que sabemos que não é bom, ou mesmo só deixar de fazer aquilo que é necessário por se temer que isto nos retire o poder, o mandato, a influência. É um daqueles pressupostos fáceis de falar na forma de centenas de bravatas, mas que é cada vez mais raro ver quem tem realmente a bravura de segui-la.
A política entrou na minha vida de uma forma avassaladora. Eu podia ter resolvido ser muitas coisas, mas me decidi sempre pela política. Há, com certeza, muitos momentos nos quais preferia ter seguido outros caminhos, como enfrentar tarefas que exigissem menos esforço intelectual como a carreira acadêmica, confrontasse animais menos ferozes como no sonho de infância de ser zo?ogo, requeresse menos responsabilidade e tivesse mais soluções para tudo como jornalista.
Não vou negar os momentos no qual há o desejo profundo de alguma utopia à Thoreau de viver no mato e andar a pé pelas trilhas nos intervalos de uma vida dura e simples. Há também a utopia oposta de postar-me a frente de 40 potenciais delinquentes juvenis em uma sala de aula. Estas duas ainda persistem apesar de todas as recomendações em contrário e é possível que acabe em uma delas no momento que sentir que a política tornou-se incapaz de dar alguma resposta efetiva.
 É por não ser tão descrente como todos acham que sou que tenho tanto medo de nos momentos convulsionados pedir a Deus que seja feita a vontade dele e não a minha, que eu siga no sentido de cumprir meu destino. O medo é das preces serem atendidas e por isto sempre penso mil vezes para ver se estou preparado pro resultado.
Seria presunção dizer que ele me quer neste meio da política, ainda mais na forma como ela anda. Mas só posso dizer que é sempre nela que ele encontra um caminho pra mim, abre novas portas ou reabre portas antigas a cada vez que sou tomado pela vontade de deixar tudo e ir plantar jabuticabas. Só posso concluir que há nisto um sentido, mesmo que oblíquo demais para minha percepção humana.

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reinodosacores: Portal dos Açores: Respondendo a minha augusta mãe http://tinyurl.com/y8ajcte

Twitter do Reino Unido dos Açores - qui, 04/03/2010 - 04:24
reinodosacores: Portal dos Açores: Respondendo a minha augusta mãe http://tinyurl.com/y8ajcte
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reinodosacores: Portal dos Açores: Noticias sobre a DIRETRIZ-Cargoes,Ferries,Liners & Tugs Inc-Filial de Gotland http://tinyurl.com/ydbo345

Twitter do Reino Unido dos Açores - qui, 04/03/2010 - 03:37
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Taverna do Enxofre Vermelho - seg, 01/03/2010 - 18:35
 

Código de Honra e Disciplina da Ordem Mukhash

Código de Honra e Disciplina da Ordem Mukhash

Preâmbulo
Quatro são as portas que o postulante deve atravessar para chegar ao Portão da Maestria: Generosidade, Conhecimento, Disciplina e Liderança. A meta de transpor o Portão da Maestria deve ser almejada por todo membro da Ordem, ainda que nem todos possam atingi-la, tampouco importando quanto tempo se levará até que passe pelo último umbral para chegar ao Mundo Imaginal de Na-Koja-Abad na qual os Mestres verdadeiros são iniciados. Assim é dever supremo de todo membro da Ordem aperfeiçoar-se no exercício sincero das normas deste código, respeitando-o, honrando-o e não permitindo que pela sua ação ou omissão ele seja vilipendiado seja pelos profanos seja pelos irmãos que desviaram-se da senda reta.
Mesmo sabendo dos limites humanos aos quais todos nós estamos sujeitos, os quais restringem a estrita observância deste Código, não é lícito para nenhum membro da Ordem ignorar estas regras sem admitir a falha e impor-se formas de reparar o erro, sem prejuízo e independente de qualquer sanção oficial da Ordem.
Distinção entre Maestria e Primazia
A distinção entre Maestria e Primazia parece sutil mas é importante e relevante. A Maestria, exercida pelo Mestre, é condição obtida por aquele que ultrapassou o Portão da Maestria e através dos Mestres que lá encontrou estabelece a conexão entre a Ordem e as correntes que transmitem a Tradição Antiga. Já a Primazia é exercida em situações de ausência do Mestre pro aquele dentre os membros da Ordem que tem a mais elevada graduação no caminho até o Portão. Assim aquele que exerce a Primazia não é Mestre senão no sentido de simbolizá-lo no ritual e, dentro de seus limites humanos, tenta conduzir-se da forma mais apropriada. Em função disto aquele que exerce a primazia é apenas a Sombra do Mestre.

Na fé deste respeito e na obediência àquele que exerce a Primazia no momento da sua promulgação, pois não há caminho sem guia, é proclamado o presente código, sendo dever de todo membro da Ordem Mukhash levá-lo em consideração nas suas ações e decisões:

1- Nada é dado àquele que não é capaz de compartilhar o que tem. Assim a primeira porta pela qual passam os membros da Ordem Mukhash é a Generosidade.
2 - A hospitalidade é honra que o hóspede oferece ao anfitrião e o membro da Ordem é grato por toda oportunidade que lhe é oferecida de ser hospitaleiro.
3- O homem não tem nada de mais nobre que o conhecimento, portanto um membro da Ordem ensina o que sabe, aprende com gratidão que lhe é ofertado e honra os que ensinam sobre todos os demais, porque sabe que o magistério é o mais elevado sacerdócio. Assim aquele que se demonstrou generoso é capaz de tentar transpor a segunda porta, que é a do Conhecimento.
4 â€" Um membro da Ordem Mukhash jamais comete contra a sagrada porta do conhecimento o crime da hipocrisia ou da arrogância. Assim jamais ostenta o conhecimento como se fosse um adorno, nunca tenta aparentar saber o que não sabe, tampouco confunde o conhecimento da essência com as opiniões superficiais ou utiliza argumentos outros senão aqueles legitimados pelos processos do conhecimento e da razão, em especial rejeita toda discusão baseada em sentimentos e apelos emocionais.
5 â€" A moderação é a chave da disciplina. Qualquer excesso é uma ameaça ao equilíbrio natural que deve existir dentro do ser humano, assim aquele que se mostrou generoso e sedento de conhecimento deve exercitar a auto-disciplina para transpor a terceira porta e atingir o umbral da nobreza.
6 â€" Aquele que não exerce a disciplina é um escravo de si mesmo. Ninguém é capaz de exercer a maestria se não for um homem livre, a liberdade não vem do direito de se fazer o que se deseja atendendo a todos os impulsos, mas em libertar-se destes impulsos libertando o espírito de suas limitações grosseiras.
7 â€" O exercício da liderança sem a generosidade, o conhecimento e a disciplina é orgulho estéril e pode ser um crime. Portanto todo membro da Ordem só busca o exercício do poder quando já ultrapassou em si mesmo as portas que o conduzem e o habilitam a esta função.
8 â€" O exercício da liderança responsável e exemplar para o membro preparado é a transposição da última porta antes da maestria. Quando a responsabilidade pública é oferecida a um membro da Ordem é deve dele aceitá-la, salvo se souber não estar capacitado ou ter condições de exercê-la com honra e eficiência ou se houver grave risco do exercício desta função ser utilizado contra os princípios da Ordem ou for de alguma forma ilegítima.
9 â€" O Poder Espiritual não se submete à Autoridade Temporal. É dever de quem exerce o Poder espiritual aconselhar, guiar e admoestar aqueles que exercem a Autoridade Temporal, sempre que possível de forma respeitosa, mas firme, não sendo admissível a subserviência. Mais do que lícito, é um dever atender a todos os pedidos sinceros de aconselhamento. Jamais, contudo, o conselho deve estar maculado pelo interesse ou ambição, pois neste caso seria um crime.
10 â€" Quem exerce o Poder Espiritual só pode descer para exercer a liderança. Àquele que exerce a Primazia é vedada o exercício de outra liderança que não a espiritual, salvo situação de extrema gravidade - e tão somente enquanto esta situação existir, consistindo o abuso desta exceção um crime - sempre levando em conta que a prioridade é sempre das funções desempenhados no âmbito da Ordem.
11 â€" A mentira polui qualquer intenção. Não é admissível que um membro da Ordem Mukhash minta em hipótese nenhuma, nem para seus irmãos nem para os profanos.
12 â€" O orgulho turva a vista. A humildade, a simplicidade e a rejeição da vaidade são as pedras do caminho que conduz através das quatro portas até o Portão da Maestria. Da mesma forma e segundo o mesmo princípio reconhecer o erro é nobre e repará-lo é um dever.

Proclamado como estando em vigor pelo zill al-pir hilal em 8/9/2005 recebendo o selo do Primaz
=>hilal<= =>selo primaz<= =>selo ribat mubarak<= Assina, como testemunha o irmão anwar =>anwar<= que apresentou voto favorável na majilis que aprovou o código.

.

Majilis destinada a aprovar o Código de Honra e Disciplina

    Está em andamento a majilis dos irmãos da Ordem Mukhash destinada a aprovar o Código de Honra e Disciplina.
    Proposta de Código apresentada pelo irmão hilal.
    Voto favorável do irmão anwar.
    Aguardando votos dos irmãos jamil e qamar.
    Segue voto do irmão anwar:
    Salam,

    Registro, assim, o voto favorável do Irmão Anwar nesta majilis destinada a
    aprovar o código.

    hilal
    zill al-pir (A Sombra do Mestre)

    >     Salam, mestre Hilal,
    >
    >     A concisão do cógio não lhe tira a essência. Não tenho reparos a fazer,
    > apenas elogios. O bom uso do conhecimento, problema da humanidade de hoje,
    > que se afasta dele ou faz um uso pernicioso dele, parece ser fundamental
    > para nosso crescimento. Conhecer e saber ofertar o conhecimento, para não
    > sermos uma moeda de ouro num profundo oceando, deve ser nossa meta.
    >
    >     Interessante ainda que, apesar de estarmos num plano virtual, a Ordem
    > nos convida à efetiva ação, no mundo real. Isso nos ajuda muito, pois há
    > "ordens", que estão longe daquela Tradição, que só nos convidam a estudos
    > superficiais e que nada dizem.

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Realistado

Meu blog - qui, 25/02/2010 - 13:57

 

“No dia seguinte atirei-me ao trabalho, digamos que voltando

as costas ao posto. Parecia-me a única forma de continuar

ligado às saudáveis realidades da vida. Mas é difícil uma

pessoa não olhar de vez em quando à sua volta; e então

reparava no posto, no disparatado vaivém dos homens no

cercado, à torreira do sol. Muitas vezes perguntei a mim mesmo

o que significaria tudo aquilo. Vagueavam por um lado e outro

a empunhar absurdos varapaus, como peregrinos sem fé que

circulassem, enfeitiçados, dentro de uma cerca apodrecida. A

palavra marfim, passava no ar segredada, suspirada. Parecia

que lhe faziam preces. Um cheiro a imbecil rapacidade bafejava

tudo como um cheiro a cadáver. Júpiter nos valha! Nunca na

vida eu vira coisa tão irreal. E à volta a silenciosa selva,

que apertava aquele pedaço de terra nua, parecia-me enorme e

tão impossível de vencer como o mal ou a verdade, que estava à

espera, com paciência, do fim daquela invasão fantástica.” (Conrad, No Coração das Trevas)  O mundo andava chato e sem sentido. O sintoma claro do meu desencanto era aquela vontade reiterada de mudar pro mato e plantar jabuticabas, goiabas, gabirobas e coisas do tipo.

Digo que andava sem sentido não com aquela sóbria visão como a que Caeiro/Pessoa diz que basta uma coisa existir para ser completa e que são vãos e inúteis todos os esforços do pensamento de tentar compreender a mínima coisa. Digo sem sentido porque quando não se sabe para onde vai mesmo que se veja a estrada não há com se decidir por um lado dela. Digo que andava chato porque parecia que mais nada nele conseguia despertar do enfado do cotidiano, nada quebrava o sono que não era o bom sono de quem está no mundo sem ser do mundo, mas sim o sono da apatia de quem não está no mundo mas tampouco fora dele. Andava nestas quando Kurtz ligou de seu posto lá no ponto mais negro do Coração das Trevas.  Ele continua o mesmo, eu mudei e marfim nenhum mais é capaz de mover-me, é de andar atrás dele ou desejar andar ao lado dele que fiquei atonteado por tanto tempo, sem coragem de escrever para que as asas não voltassem a crescer e tomando a pena como alabarda rachasse algumas cabeças. Ou talvez seja o contrário, eu continuei o mesmo e compreendi a inutilidade do movimento e ele mudou e descobriu a realidade. Enfim, andava mais como os peregrinos sem fé de que fala Conrad, não por ter me tornado um deles, mas porque andava achando que não pagava a pena ostentar a diferença, ter aquela mesma marca de distinção e ameaça que Kurtz tem. A coisa mais maluca da política para quem vive nela e dela é que a amálgama de sentimentos distintos tem fórmula secreta e complexa e uma pitada a mais ou a menos dos opostos necessários ao equilíbrio costuma causar explosões de assustar qualquer otimista. É impossível sobreviver são – em todos os sentidos de sanidade, da integridade à sobrevivência política – porque nela se morre muitas vezes como já percebeu um estadistas destes famosos e sempre citados – ou seja dos princípios mais absolutismos até a mais pragmática “manobra tática” sem uma combinação precisa de ingenuidade e matreirice. Aquele que não tiver a dose mínima de ingenuidade jamais conseguira confiar em nada nem ninguém, nem nos seus ideais e nem em si mesmo. É preciso ser ingênuo para crer que o mundo pode ser mudado, tanto quanto para ter certeza que ele não mudará e portanto esta dose de ingenuidade é necessária à esquerda e à direita. Ao mesmo tempo é necessário ser tão ardiloso a cada passo para que os planos traçados de forma ingênua sobrevivam no meio dos lobos que não raro s’aqueles que crêem muito profundamente no sentido maior daquilo que fazem – ou descrêem por completo de qualquer coisa e portanto não temem nenhuma conseqüência - são capazes de ser bem sucedidos neste mundo. Na me espanto quando vejo os mais profundos idealistas tornando-se os mais venais cínicos porque na verdade ambos costumam estar tão repletos destas doses elevadas e viciantes de ingenuidade e pragmatismo que uma gota a mais de um ou outro acaba por fazer o equilíbrio transbordar. É verdade que não há canalhas se transformando em paladinos heróicos na mesmo proporção que a mudança ao contrário, mas é que aos canalhas falta a ingenuidade e por isto podem se manter estáveis, ainda que sempre ouça relatos de canalhas conhecidos que eram adorados pelos que lhes eram próximos pela suas virtudes pessoais. Enfim, Kurtz me liga naquele momento em que estou mais pronto a segui-lo d que já estive em qualquer outro momento. Não tenho ilusões ou veleidades mais como da primeira vez que o segui. Se o encontrasse no coração das trevas e um trono de marfim cercado pro alucinado bando de nativos em êxtase eu só queria ser o bobo da corte que diz as verdades inconvenientes, tão alheio a imbecil rapacidade dos jogos de poder que pode enxergá-la com a clareza de um oráculo sibilino. Tantas vezes ele chamou e o barco que leva ao Coração das Trevas naufragou tão misteriosamente como o de Conrad que eu mantive o espírito amordaçado, acorrentado e cangado para não alçar vôos de esperança daqueles que terminam em desfiladeiros sombrios de frustração. Mas como as cosias ganham sentido quando queremos lá no fundo eu sabia que agora era a hora certa e por aquele sensato fatalismo com o qual adornamos todas as cosias que vão se desfiando caóticas a nossa frente de um sentido maior vou achando muito tautologicamente que havia experiências pelas quais precisava passar. Por quanto tempo vou continuar querendo só o enorme privilégio de continuar pensando, algumas vezes em voz alta, eu não sei. Nada é mais importante que esta maravilhosa condição muito propícia a quem quer estar no mundo sem ser do mundo. Mas no meio de tanto marfim acabamos por esquecer disto muito rapidamente. Enfim, o estoque de ingenuidade está reabastecido para pegar o próximo vapor para o coração das trevas, sem saber se lá é a mais profunda realidade ou a mais absoluta irrealidade.      

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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reinodosacores: Portal dos Açores: Decos http://tinyurl.com/ycxhcof

Twitter do Reino Unido dos Açores - qua, 03/02/2010 - 19:48
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reinodosacores: Novo tutorial: Passo a passo - cadastro na lista de e-mails http://tinyurl.com/y9cfhn4

Twitter do Reino Unido dos Açores - qua, 03/02/2010 - 10:01
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reinodosacores: Portal dos Açores: Ordenação Real 001/2010 - Oficialização do Portal Açores e do Fórum Nacional http://tinyurl.com/yz56cjk

Twitter do Reino Unido dos Açores - qua, 03/02/2010 - 04:13
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reinodosacores: Portal dos Açores: Reinado de D. Giancarlo I http://tinyurl.com/y89dzu2

Twitter do Reino Unido dos Açores - ter, 02/02/2010 - 23:44
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reinodosacores: Tutorial atualizado: Como pedir visto de turista ou cidadania no Reino Unido dos Açoes http://tinyurl.com/y9j6zfd

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Taverna do Enxofre Vermelho - seg, 01/02/2010 - 18:43
 

Código de Honra e Disciplina da Ordem Mukhash

Código de Honra e Disciplina da Ordem Mukhash

Preâmbulo
Quatro são as portas que o postulante deve atravessar para chegar ao Portão da Maestria: Generosidade, Conhecimento, Disciplina e Liderança. A meta de transpor o Portão da Maestria deve ser almejada por todo membro da Ordem, ainda que nem todos possam atingi-la, tampouco importando quanto tempo se levará até que passe pelo último umbral para chegar ao Mundo Imaginal de Na-Koja-Abad na qual os Mestres verdadeiros são iniciados. Assim é dever supremo de todo membro da Ordem aperfeiçoar-se no exercício sincero das normas deste código, respeitando-o, honrando-o e não permitindo que pela sua ação ou omissão ele seja vilipendiado seja pelos profanos seja pelos irmãos que desviaram-se da senda reta.
Mesmo sabendo dos limites humanos aos quais todos nós estamos sujeitos, os quais restringem a estrita observância deste Código, não é lícito para nenhum membro da Ordem ignorar estas regras sem admitir a falha e impor-se formas de reparar o erro, sem prejuízo e independente de qualquer sanção oficial da Ordem.
Distinção entre Maestria e Primazia
A distinção entre Maestria e Primazia parece sutil mas é importante e relevante. A Maestria, exercida pelo Mestre, é condição obtida por aquele que ultrapassou o Portão da Maestria e através dos Mestres que lá encontrou estabelece a conexão entre a Ordem e as correntes que transmitem a Tradição Antiga. Já a Primazia é exercida em situações de ausência do Mestre pro aquele dentre os membros da Ordem que tem a mais elevada graduação no caminho até o Portão. Assim aquele que exerce a Primazia não é Mestre senão no sentido de simbolizá-lo no ritual e, dentro de seus limites humanos, tenta conduzir-se da forma mais apropriada. Em função disto aquele que exerce a primazia é apenas a Sombra do Mestre.

Na fé deste respeito e na obediência àquele que exerce a Primazia no momento da sua promulgação, pois não há caminho sem guia, é proclamado o presente código, sendo dever de todo membro da Ordem Mukhash levá-lo em consideração nas suas ações e decisões:

1- Nada é dado àquele que não é capaz de compartilhar o que tem. Assim a primeira porta pela qual passam os membros da Ordem Mukhash é a Generosidade.
2 - A hospitalidade é honra que o hóspede oferece ao anfitrião e o membro da Ordem é grato por toda oportunidade que lhe é oferecida de ser hospitaleiro.
3- O homem não tem nada de mais nobre que o conhecimento, portanto um membro da Ordem ensina o que sabe, aprende com gratidão que lhe é ofertado e honra os que ensinam sobre todos os demais, porque sabe que o magistério é o mais elevado sacerdócio. Assim aquele que se demonstrou generoso é capaz de tentar transpor a segunda porta, que é a do Conhecimento.
4 â€" Um membro da Ordem Mukhash jamais comete contra a sagrada porta do conhecimento o crime da hipocrisia ou da arrogância. Assim jamais ostenta o conhecimento como se fosse um adorno, nunca tenta aparentar saber o que não sabe, tampouco confunde o conhecimento da essência com as opiniões superficiais ou utiliza argumentos outros senão aqueles legitimados pelos processos do conhecimento e da razão, em especial rejeita toda discusão baseada em sentimentos e apelos emocionais.
5 â€" A moderação é a chave da disciplina. Qualquer excesso é uma ameaça ao equilíbrio natural que deve existir dentro do ser humano, assim aquele que se mostrou generoso e sedento de conhecimento deve exercitar a auto-disciplina para transpor a terceira porta e atingir o umbral da nobreza.
6 â€" Aquele que não exerce a disciplina é um escravo de si mesmo. Ninguém é capaz de exercer a maestria se não for um homem livre, a liberdade não vem do direito de se fazer o que se deseja atendendo a todos os impulsos, mas em libertar-se destes impulsos libertando o espírito de suas limitações grosseiras.
7 â€" O exercício da liderança sem a generosidade, o conhecimento e a disciplina é orgulho estéril e pode ser um crime. Portanto todo membro da Ordem só busca o exercício do poder quando já ultrapassou em si mesmo as portas que o conduzem e o habilitam a esta função.
8 â€" O exercício da liderança responsável e exemplar para o membro preparado é a transposição da última porta antes da maestria. Quando a responsabilidade pública é oferecida a um membro da Ordem é deve dele aceitá-la, salvo se souber não estar capacitado ou ter condições de exercê-la com honra e eficiência ou se houver grave risco do exercício desta função ser utilizado contra os princípios da Ordem ou for de alguma forma ilegítima.
9 â€" O Poder Espiritual não se submete à Autoridade Temporal. É dever de quem exerce o Poder espiritual aconselhar, guiar e admoestar aqueles que exercem a Autoridade Temporal, sempre que possível de forma respeitosa, mas firme, não sendo admissível a subserviência. Mais do que lícito, é um dever atender a todos os pedidos sinceros de aconselhamento. Jamais, contudo, o conselho deve estar maculado pelo interesse ou ambição, pois neste caso seria um crime.
10 â€" Quem exerce o Poder Espiritual só pode descer para exercer a liderança. Àquele que exerce a Primazia é vedada o exercício de outra liderança que não a espiritual, salvo situação de extrema gravidade - e tão somente enquanto esta situação existir, consistindo o abuso desta exceção um crime - sempre levando em conta que a prioridade é sempre das funções desempenhados no âmbito da Ordem.
11 â€" A mentira polui qualquer intenção. Não é admissível que um membro da Ordem Mukhash minta em hipótese nenhuma, nem para seus irmãos nem para os profanos.
12 â€" O orgulho turva a vista. A humildade, a simplicidade e a rejeição da vaidade são as pedras do caminho que conduz através das quatro portas até o Portão da Maestria. Da mesma forma e segundo o mesmo princípio reconhecer o erro é nobre e repará-lo é um dever.

Proclamado como estando em vigor pelo zill al-pir hilal em 8/9/2005 recebendo o selo do Primaz
=>hilal<= =>selo primaz<= =>selo ribat mubarak<= Assina, como testemunha o irmão anwar =>anwar<= que apresentou voto favorável na majilis que aprovou o código.

.

Majilis destinada a aprovar o Código de Honra e Disciplina

    Está em andamento a majilis dos irmãos da Ordem Mukhash destinada a aprovar o Código de Honra e Disciplina.
    Proposta de Código apresentada pelo irmão hilal.
    Voto favorável do irmão anwar.
    Aguardando votos dos irmãos jamil e qamar.
    Segue voto do irmão anwar:
    Salam,

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    aprovar o código.

    hilal
    zill al-pir (A Sombra do Mestre)

    >     Salam, mestre Hilal,
    >
    >     A concisão do cógio não lhe tira a essência. Não tenho reparos a fazer,
    > apenas elogios. O bom uso do conhecimento, problema da humanidade de hoje,
    > que se afasta dele ou faz um uso pernicioso dele, parece ser fundamental
    > para nosso crescimento. Conhecer e saber ofertar o conhecimento, para não
    > sermos uma moeda de ouro num profundo oceando, deve ser nossa meta.
    >
    >     Interessante ainda que, apesar de estarmos num plano virtual, a Ordem
    > nos convida à efetiva ação, no mundo real. Isso nos ajuda muito, pois há
    > "ordens", que estão longe daquela Tradição, que só nos convidam a estudos
    > superficiais e que nada dizem.

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reinodosacores: Outro tutorial: Como deixar recados e atualizar status http://tinyurl.com/y8j98fl

Twitter do Reino Unido dos Açores - seg, 01/02/2010 - 06:33
reinodosacores: Outro tutorial: Como deixar recados e atualizar status http://tinyurl.com/y8j98fl
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reinodosacores: Tutorial do Portal dos Açores já disponível: http://tinyurl.com/y9j6zfd

Twitter do Reino Unido dos Açores - seg, 01/02/2010 - 03:31
reinodosacores: Tutorial do Portal dos Açores já disponível: http://tinyurl.com/y9j6zfd
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reinodosacores: Portal dos Açores: Como pedir visto de turista ou cidadania no Reino Unido dos Açoes http://tinyurl.com/y9j6zfd

Twitter do Reino Unido dos Açores - seg, 01/02/2010 - 02:35
reinodosacores: Portal dos Açores: Como pedir visto de turista ou cidadania no Reino Unido dos Açoes http://tinyurl.com/y9j6zfd
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reinodosacores: Portal dos Açores: "Reino Unido dos Açores" – Pesquisa de blogs do Google http://tinyurl.com/y8hhdwp

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