Burocracia
“Eles te advertem que a aurora foi abolida
por tempo indeterminado.
Eles te comunicam que o trigo e o vento
vão ser exportados para o arco-íris.
Eles te aconselham a esquecer
o corpo ensangüentado dos acontecimentos.
Eles te ensinam que o orvalho não cai
sobre aqueles que semeiam dúvidas.
Eles te mandam esvaziar as palavras
de toda a possível reminiscência.
Eles te fiscalizam do alto dos edifícios
escanchados nalgum dragão lunar.
Eles te dão um ataúde azul
e te ordenam que é tempo de morrer”
Francisco Carvalho, poeta cearense
Lembranças da Pele
A velhinha de Annestad
por Peter K. Lacklean
Velhinha de Annestadt é uma senhora idosa, com mais de sete décadas de vida bem vividas. Casou-se com apenas um homem, acha um absurdo hoje em dia as pessoas trocarem de cônjuges várias vezes sem que os respectivos faleçam, e o dela faleceu há quase vinte anos, deixando como única lembrança prontamente visível na sala de jantar um retrato de busto, numa moldura oval, com as bordas embranquecidas. Teve duas belas filhas, Soninha e Nina, que ela criou com a severidade e a doçura que a educação e o tempo exigiram, e ficou satisfeita com o trabalho. Ambas moram em Guillaumsbourg e não visitam a mãe como antigamente, é verdade, mas ainda assim convenceu-se do bom trabalho. Só o marido da Soninha que não presta.
A sua casa fica no subúrbio da cidade, onde outrora fora um sítio e as galinhas passeavam despreocupadamente na cozinha. Mas a Velhinha de Annestadt não é mesmo uma velhinha antiquada – já usa até computador! –, e sim, digamos, um pouco nostálgica. Simples, acima de tudo. Casa simples, com paredes azul-claro, cristaleira de mogno e mesa de jacarandá, de quando essas madeiras ainda não eram de lei. Relógio de pêndulo, cumbuca de barro para a água, lavabo de porcelana e fotos de revelação colorizada dos pais, muito sérios. A velhinha é calma, sensata, tem uma excelente saúde para a sua idade, ainda põe acento circunflexo em “ovo”. E vive bem.
Mas o que há de interessante na Velhinha de Annestadt para se escrever? É que ela, em boa consciência e longe da esclerose, vivendo sua vida simples, seus valores morais e seu desprendimento, ainda que tímido, dos seus anos de juventude, é a única pessoa que, real e sinceramente, acredita que o mundo tem futuro. A Velhinha de Annestadt confia no governo, no Estado, nas organizações internacionais. Acredita que a lusofonia vai pra frente. Isso tudo de cima da sua cadeira de balanço.
Ela já viveu muito, já viu muito, passou por uma revolução separatista, uma Guerra Fria, pelo principado. Chorou ao saber do sumiço da Princesa Anne Sourbonne, mas foi republicana. Não gosta de olhar para o passado, e sempre lembra dos netos ao olhar para o futuro. E, na visão pessoal da Velhinha de Annestadt, o futuro é bastante otimista.
Não que ela seja alienada ou desinformada, pois adora saber o que se passa. Mas possui um jeito único de formar as suas opiniões políticas. Ainda tem esperanças de preparar um bolo pro Lúcio Costa Wright ao convidá-lo para uma visitinha e um chazinho, já que ela mesma não pode ir sozinha a Chateau Rouge. Acha a presidente Jeniffer MacLeod “uma gracinha”, e tem toda a confiança nos “meninos no Conselho das Florestas. De maneira alguma ela se deixa envolver por fatores puramente emocionais, mas singelamente gosta de saber que as “pessoas de bem trabalham direitinho”.
Internacionalmente é a mesma coisa. Condena o paplismo (“é uma pouca vergonha!”) e sabe que, um dia, aqueles que semeiam a discórdia irão mudar. Evita comentar os incidentes e os ataques generalizados, mas nada que um bom chá de erva cidreira não acalme.
É verdade que muitas vezes a Velhinha de Annestadt é incompreendida. Já sofreu duras críticas de familiares e amigos. Uma vez, o moleque que empacotava as suas compras na vendinha perto da sua casa a chamou de fascista, mas foi fortemente repreendido. Não pela Velhinha, mas pelas pessoas que estavam na vendinha àquela hora. Isso porque, independentemente de posições políticas, por mais que haja alguns que discordem dela, ou já a considerem esclerosada, as pessoas não podem evitar de gostar dessa simpática velhinha. Ela é um doce, doce e otimista. Impossível fazer mal algum à Velhinha de Annestadt.
Este contículo é uma homenagem ao escritor Luís Fernando Veríssimo e aos micronacionalistas de todos os países.
Publicado originalmente no Utrecht Register Caderno 2 – Readers – Ano II – Edição XIV, 16 de Abril de 2002
Posted in Lembranças da PeleEm Orange
A Secretária Geral Jeniffer R. MacLeod nomeou Ricardo Barros como presidente interino da Suprema Corte e Gaby Nuty, como presidente interina do Parquet, cabendo a eles abrirem concurso para as vagas definitivas. A prova para a SCJ está sendo elaborada pelo nosso chato colunista, que enrolou durante semanas com a coluna que não enviou, diz estar recluso e não recebe ninguém em seu gabinete enquanto prepara torturas inenarráveis para o exame de admissão. Coitados dos inscritos.
Orange já restabeleceu três de suas antigas embaixadas, a primeira no Reino Unido dos Açores, ocupada por Ricardo Cochrane, a segunda no Sacro Império de Reunião, ocupada pelo Rafael Marques e a terceira em Pasárgada ocupada pelo Marcelo Biskit, que, por problemas em seu computador, ainda não conseguiu se aparesentar formalmente na micronação.
Açores foi a única micronação até agora em trocar oficialmente embaixada com Orange, encontra-se na Chez o próprio Rei, SMR Wagner I.
Após a polêmica proposta da criação de um Conselho de Estado vitalício que tutelaria os sítios, listas, enfim, a infraestrutura geral de Orange, a Chez Marianne encontra-se parada. A volta às aulas e ao trabalho, de grande parte da população Oranger, aliada ao falta de novatos, parece que levará, em breve, Orange a um novo coma profundo.
O Florester Guilherme Lenin, nosso embaixador na Suiça – ele diz estudar lá, mas o que ele faz mesmo é lavar o dinheiro do Grupo Barman – , após apresentar o seu mestrado prometeu retornar para as atividades em Orange e, ainda este mês, lançar a proposta para as reformulação das províncias Orangers; a mais tradicional de todas é Lafayette, criada pelo norte-americano Jean Tisserand na dédacada de 60.
Se de turismo se fizesse micronacionalismo Orange estava bem, na Chez temos cidadãos de Açores, Reunião, Pasárgada, St. Martin, Reino da França, Principado de Nivent, entre outros. O povo gosta de viajar
Apesar dos diversos contatos tentados com Sofia, nenhuma resposta… eles ainda existe?
Posted in Aconteceu em OrangeEditorial
Lembro-me, saudosamente, de quando conseguia tocar a Microland, quanto tempo sobrando eu tinha!!! Agora mal consigo atualizar esse jornal, mas é a vida, alguns com tanto para fazer e outros tão desocupados, a lusofonia vive de gente com algum tempo sobrando o suficente dar a impressão (falsa?) de atividade.
Esta semana Pasárgada montou uma comunidade de nações, formada nominalmente por Andorra Imperial e por outras micronações não mais existentes e/ou completamente inativas. Uma espécie de reação política veio da CAI, Causa Anárquica Icariana, que lançou ontem um manifesto que recebeu apoio do Primeiro-Ministro José Luiz Borras, ex-andorrano.
Enviado por MacMillan Hunt, ex-westerland, o texto, na íntegra, segue abaixo:
CAI
Causa Anárquica Icariana
A CAI, Causa Anárquica Icariana, é uma agremiação surgida nos confins de Icária por cidadãos daquele Cantão inconformados com o rumo do Cantão de Icária, da Comunidade Livre de Pasárgada e da Lusofonia. Cansados de uma representação falha no Parlamento, onde partidos políticos – aproveitando-se da falta de interesse político reinante em Icária – utilizam o Cantão para angariar suas cadeiras representativas na Casa Legislativa Comunitária e ditar os rumos do país segundo o que querem.
Os interesses icarianos, assim, definham, e a representação icariana no altos poderes pasárgados literalmente é inexistente. Os oradores eleitos por Icária seguem Casas Políticas que nada tem a ver com os interesses do Cantão, por natureza anárquicos. Icária deve deixar de ser um fantoche, de ser nula.
A falta de ideais concretos no Cantão leva a uma total estagnação de nossas bandas. Icária não sabe o que quer, Icária já quase não existe. É necessária uma força-tarefa para reerguer valores, morais, decisões, gostos, causas e peculiaridades em nosso Cantão. Valores que não dizem respeito somente a nossa esfera cantonal, mas também a toda a Comunidade Lusófona. O que Icária quer do micromundo? Como a nossa anarquia pode existir, ser praticada e contribuir para o Cenário Lusófono? Estas são questões que a CAI deve resolver.
A CAI É CONTRA A PSEUDO-ANEXAÇÃO DE PORTO CLARO.
A CAI É CONTRA O RECONHECIMENTO DE PORTO CLARO OCIDENTAL.
A CAI É CONTRA A MANIPULAÇÃO BURGUESA DE REUNIÃO.
A CAI É CONTRA A USURPAÇÃO DO PASSADO HISTÓRICO MICRONACIONAL.
A CAI É CONTRA O ROUBO DE DOMÍNIOS HISTÓRICOS DE MICRONAÇÕES NA WEB.
A CAI É CONTRA A ANEXAÇÃO MANIPULADA OU FORÇADA DE MICRONAÇÕES.
A CAI É CONTRA A DANÇA-DAS-CADEIRAS NO PARLAMENTO PASÁRGADO.
A CAI É CONTRA O JOGO DE AMIGOS QUE SÃO AS CASAS POLÍTICAS PASÁRGADAS.
A CAI É CONTRA POUCOS DECIDINDO POR MUITOS.
A CAI QUER QUE ICÁRIA ESTABELEÇA SEUS RUMOS.
A CAI QUER QUE ICARIA DITE MAIS SOBRE SEUS RUMOS ESCOLHIDOS.
A CAI QUER SER A VOZ DE ICÁRIA NOS PODERES PASÁRGADOS.
A CAI QUER SER A VOZ DA ANARQUIA ICARIANA.
A CAI É A FAVOR DA LUTA PELA LIBERDADE.
CONCLAMAMOS TODOS OS ICARIANOS E MICRONACIONALISTAS A MANIFESTAREM SUAS INTENÇÕES EM PARTICIPAR DESTE MOVIMENTO DA DIGNIDADE ICARIANA E DA LIBERDADE MICRONACIONAL LUSÓFONA.
SÓ COM A PARTICIPAÇÃO DOS ICARIANOS ESTE MOVIMENTO PODERÁ SAIR DO PAPEL E REALMENTE OCUPAR UM LUGAR DE PODER NA REALIDADE EM QUE VIVEMOS E ASSIM AJUDAR A CONSTRUÍ-LA SEGUNDO OS NOSSOS PRÓPRIOS IDEAIS.
NÃO TENHAIS MEDO, ESQUECEI O PASSADO, OS LAÇOS E AS PROMESSAS, UNI-VOS POR UMA LUTA DIGNA!
Icária, Morro do Só, 19 de Agosto de 2009.
Posted in EditorialEditorial
Orange tem novo (velho) governo. Se alguém tivesse entrado em coma em 2004 e acordado em 2009, encontraria tudo igual na lusofonia, logo, a falta de lideres em Orange não é nada diferente do que acontece no restante da micronacionalismo.
Três ex-presidente e secretários-gerais:, Guilherme Lenin, Jeniffer R. MacLeod e Lúcio C. Wright, compõem o Conselho das Florestas (parlamento Oranger). Ricardo Barros, que também se candidatou, mas perdeu, arrumou emprego no The Orange Times, onde estreia hoje sua coluna Erga Omnes, na qual promete: “Mais do que tudo, ter voz e falar para a população, já que não consegui me eleger. Não vou aceitar tudo o que fizerem calado Quero levantar discussões sobre os assuntos mais importantes”.
Logo após a divulgação dos resultados, foi enviado para a Chez Marianne um manifesto comum escrito pelos novas parlamentares eleitos. O manifesto, denominado “Nova Idade de Prata Oranger”, segue abaixo, na íntegra:
Manifesto da Idade de Prata Oranger
Pour Le Renasciment Orangiene
“Te doy una canción
y hago un discurso
sobre mi derecho a hablar,
te doy una canción
con mis dos manos
con las mismas de matar,
te doy una canción
y digo patria
y sigo hablando para ti,
te doy una canción
como un disparo
como un libro
una palabra
una guerrilla…
como doy el amor.“
Silvio Rodrigues
Como aprender com os erros? Como fazer melhor desta vez? São perguntas como essas que devem nortear qualquer tentativa de recomeçar. De recomeçar e se reinventar, de evoluir continuamente rumo a uma sociedade livre da estupidez dominante.
Basicamente, o que iremos trabalhar nesta 18º legislatura é uma grande reflexão sobre o nosso passado em vistas de um futuro brilhante. Orange tem uma grande memória institucional, uma maturidade rara no micronacionalismo; o momento é oportuno para refletir sobre como repetir nosso sucesso sem cair nas armadilhas que quase nos mataram. E fazer com que essa reflexão guie a construção de políticas mais apropriadas ao micronacionalismo moderno.
Para isso, erguemos as seguintes bandeiras:
1) Resgate do ambiente lúdico e galante. O charme de Orange está em grande parte nos mitos, nas lendas, na imaginação de seu povo. Novamente o passado nos mostrou o quão perigoso é negligenciar nossa tradição em prol de instituições secas nas quais não nos reconhecemos. Nos propomos a “dar charme” às nossas instituições, e assim revigorar nosso universo mitológico e lúdico, essenciais à prosperidade de nossa nação.
2) Modernização institucional. Nossas instituições foram criadas para um mundo que não mais existe. Propomos organizar um grande debate nacional para tornar nossas estruturas mais adaptadas a nossa realidade. Sem ignorar o enorme trabalho feito por 17 legislaturas, a hora chegou de simplificar e consolidar nossas leis e nossa administração para não nos tornarmos burocráticos e sufocarmos nossa criatividade inerente.
3) Estabilidade institucional. O passado recente nos mostrou que algumas situações podem nos levar próximos ao colapso do Estado. E é nessas situações de vácuo de poder que grandes crises rasgam nações, desmotivam seus cidadãos, descolorem um futuro possivelmente brilhante. Para evitar esse tipo de situação, propomos a criação de um “Conselho de Estado”, guardião último da liberdade e da continuidade institucional oranger.
4) Acomodar todas as cores e todos os sonhos. Propomos legislar e governar para construir uma Orange plural, democrática, próspera e charmosa. Casa de monarquistas e republicanos. De pessoas que adoram política e de pessoas que detestam política. De pessoas com um passado doído e de pessoas com sonhos novos. De grandes poetas e de cantadas baratas. De pessoas honestas, de boa-fé. Uma casa que nos abrigue do inverno sombrio do nosso micronacionalismo atual.
Para que essas bandeiras se tornem realidade, arregaçaremos nossas mangas e trabalharemos juntos por Orange.
Lorraine-Orange, 25 de julho de 2009
Gulherme Lenin
Jeniffer R. MacLeod
Lúcio C. Wright
Semana Laranja
- Apoiada por Reunião, Orange retorna ao seu assento na LoSS (League of Secessionist States), a mais tradicional organização intermicronacional, na qual estava sem embaixador já há alguns anos. Assumiu o posto o recém-eleito parlamentar Guilhermem Lenin. A LoSS foi criada em 1980 e já teve como seu Secretário-Geral dois membros de micronações lusófonas. O primeiro a ocupar o posto foi Pedro Aguiar, em 1996, e atualmente SSMI Cláudio I, do Sacro Império de Reunião.
- Porto Claro Ocidental enviou hoje às listas internacionais documento reconhecendo a República de Orange. Agora são três as micronações que reconhecem o retorno de atividade micronacional em Orange. Primeiro foi o Reino Unido dos Açores, seguido por Reunião e agora PCO. Pasárgada, antiga aliada de Orange, até o momento não se pronunciou oficialmente sobre o assunto. Cogita-se, nos corredores da Casa Laranja, uma possível denunciação de todos os tratados celebrado por Orange, ou por as co-signatárias não existirem mais, ou, no caso das existentes, por não partilharem mais qualquer afinidade política.
- Rafael Marques é o mais novo candidato a cidadania Oranger. Ele chegou a Orange após enfrentar problemas em Porto Claro e ter sido expulso da Liga Internacional de War, a qual fundou. Segundo a discussão que se seguiu na primeria quinzena do mês na Imprensa Livre, os portoclarenses tomaram a lista para expulsarem os cidadãos reuniãos que dela participavam.
- Chegou hoje, domingo, dia 26, para uma visita de 30 dias, a cidadã reuniã Izabella Cabral, ex-presidente de Mariana. Segundo boatos, ela chegou a Orange para esclarecer com seu marido micronacional, Rafael Roriz, a continuidade ou não de seus votos matrimoniais.
- Em 25 de julho, o Secretário-Geral Interino, Esteban Maroto, declarou empossada a 18ª Legislatura, formada pelos floresters Guilherme Lenin, Jeniffer MacLeod e Lúcio C. Wright. A Secretária-Geral Interina, Jeniffer R. MacLeod, deve convocar eleições para a Secretaria Geral. Jeniffer e Lúcio C. Wright foram os mais votados com oito votos cada. Como Jeniffer tem mais tempo em Orange, valeu a lei de antiguidade para que ela assumisse o posto. Lenin teve sete votos, seguido por Ricardo Barros, que recebeu cinco votos, não sendo eleito. Houver ainda 2 votos brancos e 2 nulos.
- Prosseguindo a recuperação da memória Oranger, foram resgatados e enviados para a Wikipédia Laranja os contos de Josias Caetano e os “saboroso” Contos da Velhinha de Annestadt, uma homenagem do Oranger Peter K. Lacklean ao escritor Luis Fernando Veríssimo.
- Devido aos problemas com o formulário de imigração, um novo foi confeccionado às pressas, mas deve, esperemos, ser provisório, até a instalação de um novo site para Orange.
Erga Omnes
Ricardo Barros retorna sua atividade jornalística com o sua clássica coluna Erga Omnes. Seja bem-vindo ao Grupo Microland e ao The Orange Times. Nem foi preciso dizer que ele tem toda a liberdade para seus temas e opiniões que quiser postar aqui, uma vez que ele estreia a coluna chamando o editor do The Orange Times de insensato…
Quando vi o Ato de convocação das eleições, pensei: “Mas para que eleições, se poucos cidadãos responderam ao censo? Por que não fazer o sistema da democracia direta, todos sentados no Conselho das Florestas, decidindo o futuro da nação? Por que três devem decidir o futuro de 10?”
Mas micronacionalismo é isso aí. Para que facilitar, se podemos complicar?
Não, não é discurso de perdedor, pois nessas eleições, sem dúvida, todos ganham com a escolha de três grandes orangers. O único que me causa algum receio é o Lúcio, mas creio que a Jennifer servirá como contra-peso, com sua sensatez de sempre.
A única coisa que espero é que as grandes questões nacionais sejam decididas por meio de plebiscito, mediante consulta a toda a população. Pois não há sistema representativo que se sustente com 3 cidadãos mandando e 7 obedecendo.
Com relação à votação propriamente dita, confesso que votei no Lucio e na Jennifer, quando poderia ter votado apenas em mim e ter evitado que os demais candidatos tivessem mais votos.
Pelo que parece, alguém fez isso, mas prefiro acreditar que tenha sido um eleitor que não entendeu o sistema de votação, e não algum dos candidatos.
E espero que com o resultado das eleições a lista fique um pouco mais agitada, pois também não há micronação que se sustente com 10 mensagens trocadas diariamente.
Ricardo Barros
Posted in Erga OmnesCom quantos gomos se faz uma laranja?
Juntamente com Porto Claro, Orange caminha para ser a lusófona com mais história cultural preservada. Desde novembro de 1997, a produção cultural oranger já deu ao micronacionalismo diversas “cópias” de nossas inesquecíveis “Semanas Laranja”, de contos e poesias tendo por tema sua micronação ou assuntos e fatos, virtualistas ou não, que sempre acabam dando uma boa história ou versos.
Micronacionalismo é só política e montanha de processos, é realizar masturbações mentais em busca de um novo “ismo” dentro da micropatriologia? Ou é vivenciar uma esperiência em comum, que nem beire propriamente um jogo e nem uma lista de amizade?
Uma vez fui repreendido por um professor, em um aula de urbanismo, ao usar erronemamente a expressão “Centro Histórico”: ou o centro é velho ou antigo. História se faz em todo o lugar, todo dia. História é vida, é vivência. Talvez por isso, vira e mexe, estamos eu e o Filipe, sem querer, dando aula de história micronacional no canal de MSN de Orange, agora apelidade de Rick´s Cafe Orangien.
O que une Orange? O que faz com que Orange, por mais brigas internas e longos períodos de inatividade, volte à vida? O que faz com que venham, de que micronação estejam, ex-orangers para viver novamente uma históra em comum? O que faz quem nunca aqui pisou os pés se alegrar com “a volta da Laranja”?
Quando o inspirado autor dos versos iniciais do antigo site do Principado escreveu “Uma nova opção de vida, entre o desejo e a realidade”, estaria ele tentando ser poético, ou proclamando um vaticínio?
Nem sempre aquilo que se eterniza é obrigatoriamente bom, lembrou-me ontem um velho amigo oranger, ainda da época em que eu era de Marajó, durante uma conversa a respeito de Orange estar morta e nós estarmos tentando reviver um sonho. Eu não creio na morte de uma micronação como Orange, com tanta história, tanta cultura, tanta gente que ainda se importa com ela, acredito em fim de fases. Ao longo de 12 anos, Orange passou por diversas fases marcantes: “Independência” de Porto Claro, fim da Confederação e início do Principado, fim da soberania com a anexação por parte de Reunião e fim da anexação, fim da fase como Principado e início da fase republicana, na qual novamente tivemos o fim de nossa soberania em função da criação da Confederação Latino-Americana de Micronações, posteriormente o fim da fase republicana confederada a agora essa retomada.
Alguém pode nos chamar de cíclicos (perder duas vezes a soberania, uma na época da monarquia e outra na época repúblicana realmente é viver um pesadelo duas vezes), mas no fim, a verdade é uma só: nos divertimos pra caramba
Posted in EditorialLaranja Diária
- O Secretário Geral Interino de Orange, Esteban Maroto, convocou eleições para as três vagas do Conselho das Florestas (Parlamento Oranger), no dia 15. Quatro cidadãos lançaram-se canditados: Jeniffer R. Macleod, Ricardo Barros, Guilherme Lenin e Lúcio C. Wright. As eleições terminarão em 23 de julho, quando deverá ser anunciado o resultado do pleito.
- O período do credenciamento e das votações foi questionado por alguns cidadãos, que não tiveram tempo e/ou não leram devidamente o Ato Eleitoral, não conseguindo assim postar suas propagandas eleitorais, porém como o Ato de convocação das eleições foi baseado no Ato de Emergência e não no Ato Eleitoral de 2004, os candidatos que não mandaram suas propostas para a Chez Marianne não terão suas candidaturas cassadas.
- O cidadão Rafael Roriz, propôs a crianção de um novo site, baseado no sistema Joomla, Filipe Oliveira, Lorde Protetor do Império e cidadão honorário oranger, recomendou aos orangers cuidado ao escolherem as interfaces, para não ficarem igual, como no caso de algumas lusófonas, que utilizaram as mesmas interfaces.
- Ricardo Cochrane colocou no ar uma Wikipédia Laranja, que, desde a semana passada vem sendo alimentada com dados, sobretudo culturais, como poesias e contos produzidos ao longo de quase 12 anos de existência.
- No caminho do restauro de antigos sites orangers foi achado uma antiga revista chamada OLHA!, produzida ainda na época do Margraviado, o site está sendo restaurado e em breve estará no ar.
Capetinha
Lusophony in War!!! Because of… War!!! Se não fosse verdade seria muito engraçado…
Ai ai… xenófobos e demais meliantes, na época em que eu fazia a coluna do Capetinha, na antiga Tribuna de Marajó, teve um Ferrel Batata das Candongas expluso de Reunião e Açores e Marajó brigaram – e olha que eu nunca disse mal de português!!!!…tsc, tsc, tsc… principiantes…
Olha só a covardia, mandaram o seguinte link para esta coluna: http://pt.wikia.com/wiki/Bruno_Cava. Na sessão “você sabia”, pode-se ler coisas como:
- Que durante um discurso de Bruno Cava, ocorreram duas regências, duas revoluções, promulgação de 150 leis, duas eleições e um período de inatividade conhecido como era das trevas.
- Que no dia do acidente do avião da TAM, Bruno Cava estava no controle de congonhas falando sobre filosofia grega com os pilotos do referido vôo. Suspeita-se de suicídio dos tripulantes daquela embarcação.
Alguém tem algum cargo de porteiro para um ex-colunista infernal? Com uma concorrência dessas vou é me aposentar!!!
O Menudo Rick nem bem chegou e já tá botando banca na laranja. Ele veio com uma idéia hilária: A criação da PCO+, uma espécie de Porto Claro com mais vitamina C. Mesmo que a brincadeira fosse só para irritar o povo que defende a PCO o negócio não ia dar certo por duas razões: A primeira: oportunista do jeito que são, a ponto de fazer tratado com micronação inativa, era bem capaz deles sairem reconhecendo as pretensões territoriais de Orange do outro lado do Oiapoque, passando por cima do tratado com Campos Bastos, segundo ponto e pior de todos, os portoclarences nunca entenderiam a PCO+ como uma piada…
Vou parando por aqui pois o micronacionalismo tá muito chato, todo mundo ficou velho e sensível, não se pode mais zoar com ninguém como antigamente sem que nos sintamos pisando em ovos. Mas que esta coluna aqui continua mais “limpa” que muita Imprensa Libertina por ai, isso não restam dúvidas.
Vou mudar o nome desta coluna para Coluna do Santinho… hipocrisia parece fazer mais o gênero micronacional atual…
Posted in CapetinhaEditorial
Quando se fala em política externa e cita-se Miguel Reale, algo não está bem. Para quem não conhece a história, ou prefere ignorar, como sempre fez com a micronacional, um pouco de macro não faz mal a ninguém. Mestre Reale foi um seguidor do Integralismo, e junto com o teórico Gustavo Barroso gritava impropérios nas Arcadas, chamando Júlio Frank de judeu, entre outras coisas. Ao citar-se Reale e a intransigência decadente da Realpolitk de roldão tudo passa a recender a Maquiavelismo.
Como produto final em fazer micronacionalismo a la Maquiavel, temos efetivamente uma lusofonia rachada entre “bons” e “maus”, pois é um erro afirmar que a política deve ser indiferente ao bem e à moral. Isso em qualquer ambiente é um erro fatal, mesmo não havendo órgãos competentes no micronacionalismo atual para vigiar esses valores.
Quando algumas micronações, como bem ficou explícito no jornal Arenas Micronacionais, passarem a exigir ética na política internacional lusófona, as concepções maquiavélicas e as práticas políticas dominadas pelo interesse pessoal passarão a ser questionadas. O jeito “fácil” de se fazer micronacionalismo não conduz a nada de bom, é o modo hábil, esperto e violento, ou, como temos visto, usurpador.O mais difícil é exigente, mas de valor construtivo e progressista, é o modo moral, ético e humanista.
Essas duas concecpões de micronacionalismo lusófono estão em choque. Temos de um lado da arena o maquiavelismo, que nos propõem uma concepção política puramente hábil, personalista e tecnicista, o que acaba se tornando uma política amoral e extremamente bem-sucedida. A política se define então como a arte de conquistar e conservar o poder por qualquer meio, com a única condição de que esse meio possa assegurar o sucesso, assegurar a “mudança” que pregam. Um dos meios mais banalizados está em escrever colunas onde tentam demonstrar o quão certos e éticos são os preceitos que os norteiam, nem que para isso tenham que retirar as palavras aqui ditas de contexto.
Segundo Jacques Martain, em O Homem e o Estado, é próprio do maquiavelismo a ilusão do sucesso imediato. Esquecem ou ignoram que o sucesso imediato é pessoal e efêmero perante o sucesso de uma nação. Quanto maior o poder maquiavélico, mais fraco serão em sua duração histórica os progressos internos e o vigor da vida de um estado.
Posted in EditorialO Sumo da Laranja
- Depois de uma votação coletiva na Chez Marianne, o Secretário Geral Interino, Esteban Maroto, concedeu a cidadania oranger ao ex-reunião Ricardo Cochrane, que foi recebido de braços abertos por Orange. Ricardo, um dos muito jovens praticamente “criados” no micronacionalismo ao logo de onze anos de atividade, vem para somar muito a nossa sociedade e já com planos para ajudar na reativação do Grupo Microland
- Graças ao mutirão que foi feito, o site de Orange está praticamente restaurado. Além de a Biblioteca Nacional já estar com todas os decretos e leis da República, graças ao Lorde Protetor de Reunião, o cidadão honorário oranger Filipe Oliveira, ela agora também conta com as históricas leis do Margraviado e do Principado de Orange, somando mais de onze anos de produção jurídica, muito peculiar no caso das leis piranhesas. Filipe Oliveira foi um dos fundadores de Orange e o primeiro Secretário-Geral da nação eleito por voto popular. Que Melek dê vida longa a ele e ao seu fantástico arquivo histórico!
- Além da Biblioteca Nacional, também foram “restaurados” os sites da cidade de Guillaumsbourg, da Casa Laranja (sede da Presidência da República), da Vila de Kazan, do Museu Tisserand, com toda a documentação da saída dos orangers de Porto Claro e o projeto Lafayette, de Jean Tisserand, um dos projetos micronacionais mais antigos do mundo. O Museu também tem arquivos de chats antigos que dizem respeito à história de Orange, assim como arquivos de fóruns lusófonos, etc.
- No dia 13 de julho terminou o censo oficial. Foram contabilizados oficialmente 14 cidadãos que o responderam. São eles: Agatha Potter; Daniel Mayer (Cadu); Esteban Maroto; Gaby Nutty; Guilherme Lenin; Jeni MacLeod; Lucio Costa Wright; Marcelo Bizkit; Mel Potter; Rafael C. S. Roriz; Remus J Lupin; e William Lancelot. Ricardo Barros impetrou um Recurso Eleitoral justificando que havia respondido o censo pelo e-mail que não estava cadastrado na lista. O Secretário Geral Interino disse que dará um parecer em até 24h sobre o assunto. Contando favoravelmente a entrada de Barros e com a soma de Ricardo Cochrane, Orange retorna à lusofonia com 16 cidadãos ativos em 19 dias de desperta.
- Após o censo terminado e a constituição da Junta Eleitoral, formada pelo SG Interino, Esteban Maroto, e pela cidadã Agatha Potter, a convocação das eleições deve ser feita pela Secretaria Geral ainda esta semana. As eleições serão para o Conselho das Florestas (parlamento oranger), que deve eleger, assim que for empossado, o novo Secretário Geral de Orange. Após a quarta emenda constitucional, o SG passou a acumular a chefia do Estado.
Capetinha
- O Tio Krokete ficou hoje o dia inteiro no canal de Orange no MSN. Parecia o apátrida vivido por Tom Hanks no filme O Terminal. Todo mundo que entrava no chat e falava alguma coisa para Kroket ele respondia “- Krakozhia”, com várias entonações diferentes: “Krakozhia!“, “Krakozhia?“, “Krakozhia?!“. Após viver no chat durante boa parte do dia, e aprender a palavra “paçoca”, passou a servir o doce para todos que entravam. Como os orangers não estivesse aguentando mais o mau cheiro do local, passaram a pressionar o Secretário Geral, que concedeu logo a cidadania temporária ao novo oranger, que, em sua campanha para entrar no país, prometeu ”saneamento básico”.
- Depois de micronação bipolar, temos os jornalistas que houvem vozes! Já viram como tem coluna escrita assim: “Mas vão falar isso”, então o jornalista vai e começa a explicar o “isso” que acha que vão dizer, “depois vão falar aquilo”, ai o jornalista vai explicar que o “aquilo” não é aquilo. Com esse tipo de tique não é nem necessário mandar jornal para as listas, o autor pode simplesmente passar anos escrevendo para si mesmo e para suas “vozes”.
- O “golpe” da “Torta de Maracujá com Champanhe” acabou em “pizza”…
- Orange ganhou um cidadão e, um LP, um novo blog. Uma mão laranja lava a outra
- A Bipolândia chutou todo mundo, dizendo que todos eram paples e espiões laranjas, e não avisou ninguém… que coisa feia….
- Como se não bastassem acusar o Tio ImpaNazi de ladrão de primeiro-ministro, agora acusam as pobres laranjinhas de serem todas do mesmo saco. A um assovio, vêm todas rolando para a “Cesta Mater”. Como Tio ImpaNazi diz: “Eu não coloquei arma na cabeça de ninguém para obrigar a virem para cá!!!” Eu adoro quando ele também diz: “Desde Pedro Aguiar, chat e conversas eletrônicas não servem como provas”
Notícias da Laranja*
- Filipe Oliveira, cidadão honorário de Orange, entregou nesta quinta-feira, dia 9 de julho, diversos arquivos antigos contendo leis de Orange, tanto da época do Margraviado, como da época do Principado, o que em muito irá contribuir para a preservação da história nacional.
- O cidadão oranger Marcelo Biskit criou na quarta-feira, dia 8, o canal da República de Orange no Msn, o endereço é group298838@groupsim.com
- Rafael Barros, ex-portoclarense e ex-mallorquino, desembarcou esta semana em Orange, guiado por sua ex-noiva Gaby Nuthy. Agora fica a questão: por que Roriz disse que tinha contato com o Barros e que não iria passar? Richa antiga ou ciúmes? Ou apenas maledicência deste editor?
- Novamente, depois de 5 anos, dicussões a respeito de Orange continuar sendo uma república ou voltar a ser uma monarquia, são destaques na Chez Marianne. O povo estava bastante animado, até a chegada de Guilherme Lenin, que jogou panos quentes sobre a discussão que já estava ameaçando incendiar a lista.
- Se vai ser monarquia ou não, o tempo e a população é que dirão, porém, uma coisa é certa, o retorno a exploração das peculiaridades de cada uma das províncias, como eram na época do Margraviado, parece ter agradado a diversos cidadãos, assim também como a idéia de um Conselho de Estado.
- O censo de Orange termina dia 12 de julho, ainda dá tempo de você, ex-oranger arrependido, voltar para a micronação mais charmosa da lusofonia.
Posted in Aconteceu em OrangeTodo mundo louco parte 5792
- O Quindin correu tanto que sumiu!
- Jornais da ilha dos Dodos são assim, periódicos-espasmódicos
- E não é que tem gente jurando que a iGREJA sALVADORA vai comprar terrenos em PCO para montar uma sede? Quem viver verá, será que o fABIO mORACA vai ressurgir? aGUARDEMOS p.s. nao sou da igReJa sAlVadorA, É meu tEclAdo quE tÁ com dEfeITO :-0
- Melek abençoe o tio Dino Filipe Sauro Oliveira e suas patinhas sujinhas de piche pré-histórico Orange pode não voltar a ser ativa, mas vai ter uma boa biblioteca
- A Chez Marianne vai ter que mudar de nome para Abrigo da Vovó Marianne, o que tem de enfermeira correndo com pacote de fraudas geriátricas pelas ruas de Guillaumsbourg não tá fácil! A velhina de Annestadt quase foi atropelada por uma.
- E dizem que a Real Adega já viu dias melhores, cada vez que o Lenin entra para fazer a contagem do estoque acha alguém de ressaca. Desta vez foi o Rorix, o amigo do Asterix. Estava lá no porão, deitado embaixo de uma pipa de vinho, tomando todas. A velhina de Annestadt me contou que viu ele depois vagando por Guillaumsbourg cantando a Marseillaise e gritando “morte aos monarquistas”…
- Eu queria saber por que a velhinha de Annestadt, tem a alcunha de “Annestadt”, se ela não sai de Guillaumsbourg….
- Tio Stalin tá todo pimpão na lista! Quem trouxer tema antigo para discutir é basicamente intimado a escrever sobre o assunto na base do: – Já pro canto, tá de castigo, escreva cem laudas sobre a CCO, ou o MM, ou sobre sua gestão! O mestrado dele deve ser em história ou ciências sociais, só pode!
- Mas até que é bom variar um pouco, a lista de Orange tá parecendo encontro da OAB da região sudeste… tem advogado aqui saindo pelo ladrão, enquanto uns pedem apartes outros estão pensando em entrar com habeas corpus para salvar a língua portugesas dos latinistas desvairados.
Posted in CapetinhaSonho ou Pesadelo?
Se você sai de viagem, passa um mês fora, o que encontra na volta? Coisas diferentes, no mínimo: algum vizinho que mudou, alguma árvore na rua que foi podada ou arrancada, um muro pintado, outro pichado, uma loja que abriu, outra que fechou, enfim, vida, movimento, ação, caras novas.
Infelizmente são poucas as novidades que aguardam qualquer veterano que se atreva a voltar ao micronacionalismo. Por aqui pouco ou nada muda – sinto, mas estou sem muito humor após fazer levantamentos em HDs antigos e antigas listas de Orange atrás de velhas leis para colocar na biblioteca, onde parte do material antigo se perdeu, e o que ainda não foi vai ser em breve quando o Geocities acabar com a hospedagem de páginas.
Como no filme de Aleksander Sokurov, Arca Russa, senti-me como um visitante revendo cenas do passado. Antigos parlamentares discutindo leis, cidadãos participando com opiniões, diversos jornais sendo escritos e divulgados em listas que nem existem mais, e as que existem não são mais o que já foram. Olhei, com os olhos de um arqueólogo, uma civilização desaparecida. Vi uma micronação ativa e plural, não exclusivamente centrada em seu umbigo, mas atenta ao micronacionalismo como um todo, consciente de estar inserida em um meio, e não apenas dentro de si mesma. Para onde foram todos? Hoje a Casa Laranja está deserta, vagam papeis ao sabor da brisa que entra por entre as vidraças partidas, o prédio do Conselho das Florestas perdeu seu fausto, as paredes estão descascando, quase em ruínas.
Fora de Orange, o clima, apesar das tentativas artificiais de se criar vida, também é apenas mais do mesmo: velhos rostos, agora realmente velhos, não necessariamente amadurecidos, ainda se fazem presentes, uns ainda dando a cara a tapa, outros mais mudados, mais arredios, olham as listas mais amiúde, espiam pelas frestas das venezianas de ressecadas madeiras, veem com dúvidas e com mais suspeitas do que antes tudo e todos e não conseguem se lembrar bem das coisas. O colega que voltou era amigo? Era inimigo? Já foi aliado, ou simplesmente nunca se falaram? E as gerações e gerações que passaram por aqui durante mais de dez anos? Onde estão? Foram devorados pelos Cronos micronacionais enquanto as Réias dormiam?
Um micronacionalista decano, que respeito muito, disse que somos de uma época de “bons antigos”, que mesmo os que são bons hoje em dia não se comparam ao que fomos e ainda somos. Será que na realidade nós não tivemos professores e conselheiros melhor do que soubemos ser quando chegou a nossa hora de passar o que realmente era o micronacionalismo a diante? Será que enquanto os Cronos engoliam suas proles, as Réias não estavam preocupadas demais consigo mesmas, com cargos vazios, com fúteis quimeras, com status ocos? Em discussões estúpidas sobre quem nasceu primeiro, qual realmente era a verdadeira Porto Claro, se o Carlos F. Silva tinha paple no Principado de Marajó (tinha, e era tão ativo que quase virou ministro), nada se aprendeu. Esta semana mesmo, na Imprensa Livre, meti-me em um diz-que-diz sobre a MicroCon!!!!! Meu Deus, já fazem anos que aquilo ocorreu, e tirando meia dúzia de gatos pingados, os que participaram nem lembram o que almoçaram e se almoçaram no dia, mas em plena Imprensa Livre tem gente que ainda vive de lembranças sobre algo que não viu, que não assistiu, que não vivenciou! Esse tipo de fofoquinha de banheiro de meninas me faz ter cada vez mais certeza de que micronacionalista confunde intriga com poder.
Felipe Aron, ex-pasárgada, ex-Sloborskaia, amigo de Wilson Oliveira, ex-portoclarense, ex-campinense, agora fala como Primeiro-Minsitro de uma nova Porto Claro, relembra nomes e ações de gente que provavelmente seria contrária a esta, provavelmente… Mas como está na moda colocar na baila histórias inventadas, não será de se estranhar que, em momento de puro revival a la Pedro Aguiar, paples se passando por antigos micronacionais não passem a fazer parte de um hobby cada vez mais distorcido e, por que não falar, doentio, que tem transformado o que sobrou do micronacionalismo lusófono em uma eterna troca de desaforos em listas entremeadas de spams pornográficos. Que vergonha eu tenho pelos que estão chegando ao micronacionalismo hoje e vendo esse tipo de coisa, como vamos explicar que isso já foi algum dia melhor?
Posted in EditorialEditorial
Pouco após a Segunda Guerra mundial, Hannah Arendt lançava suas idéias a respeito da apatia do povo judaico em dar combate às atrocidades nazistas, teoria essa rechaçada pelo também filósofo Isaiah Berlin, que dizia ser confortável teorizar a respeito da falta de iniciativa dos judeus em atacar os nazistas instalada em um apartamento na Quinta Avenida durante a guerra.
Num filme recente de Woody Allen, ele coloca na boca de seu personagem uma frase interessante: “Os judeus fazem o que sempre fizeram diante de uma ameaça antissemita, sentam e ficam escrevendo cartas uns para os outros”…
Não diferente ocorre no micronacionalismo. Ao contrário de alguns, penso em Porto Claro como um paralelo macronacional com o estado sionista. Afinal é um povo perseguido desde o início do micronacionalismo lusófono, e tal como em Israel, vítimas de preconceito costumam ser mais preconceituosas com tudo e todos. Talvez seja uma maneira de disfarçar seu medo, ou talvez por se acharem realmente o “povo eleito”.
Após diversos problemas políticos em Porto Claro, Orange nascia em 16 de novembro de 1997. As discussões travestiram-se e confundiram-se na lenda sobre a origem virtualística da colonização de Porto Claro, se por franceses, como defendia Pedro Aguiar, ou pelos holandeses, como diziam os orangers, e é melhor deixarmos isso dessa maneira… Os orangers atravessaram o Oiapoque e ocorreu então a primeira disputa de territórios, com o então Principado de Orange reivindicando uma fatia do território portoclarense. A questão foi resolvida ainda no tempo em que o Aguiar estava ativo em Porto Claro. Posteriormente, a criatura tomou vida própria e tornou-se uma república. O famoso “Isto não é Porto Claro”, com a ruptura entre o criador e o restante da nação, deu origem a uma das disputas mais calorosas da lusofonia. Pedro Aguiar foi para Reunião e lá mesmo, com dupla cidadania concedida pelo imperador, começou o seu projeto de restabelecer o Reino do Porto Claro, logo apelidado de “Porto Aguiar”.
Após algum tempo, depois de brigas entre Pedro Aguiar e cidadãos e autoridades de Reunião, houve um rompimento, e o Sacro Império passou a apoiar a República, inclusive dando-lhe um domínio. Por volta dessa mesma época Orange também chegou a ter um “clone”. Já transformada em República, um “principado” surgiu, liderado por um ex-cidadão, que com apoio de Reunião dizia ser a legítima. Não durou muito e os poucos membros acabaram desistindo da idéia e posteriormente migraram para a verdadeira Orange.
Logo após, com a Segunda Guerra Civil Portoclarense, surgiu Campos Bastos, e mais uma pendenga. Simultaneamente existiram três micronações ocupando o mesmo território “virtual”.
Agora chegou a vez de uma nova disputa territorial. Desta vez, desrespeitando o velho adágio de Heráclito, que filosofava a respeito de ninguém passar duas vezes por um mesmo rio, Reunião se arvorou em defensora de Porto Claro e da herança de Aguiar, à revelia da República de Porto Claro. Uma história foi criada, e o micronacionalismo tem, novamente, uma disputa territorial. Porém agora muito mais séria, muito mais pensada, muito mais detalhadamente concebida, pegando desprevenidos os portoclarenses.
Historicamente Porto Claro sempre foi uma nação muito bem estruturada internamente, com excelentes disputas políticas, partidos fortes, porém nunca brilhou completamente na política externa. Sempre teve uma tendência radical e, desta vez, sua política tende a ser fatal: o neutro não existe, ou se está a favor dela, ou contra.
Sem conseguir ver as nuances de cinza, sem saber que neutro é neutro, inimigo é inimigo e amigo é amigo e que todos são, em maior e menor grau, vítimas, agem com preconceito e prepotência, chegando a comentar pelos bastidores que Orange está do lado de Reunião e que estava voltado para “ferrar” com eles, tudo por causa de um mapa antigo no site oranger que mostrava o nome Campos Bastos próximo de nossa fronteira.
Se o cinza não existe, se o neutro não serve para quem é bom e que tem total domínio da situação, então o Lorde Protetor de Reunião, Filipe Oliveira, perdeu o seu tempo ontem, ao escrever um bem embasado artigo sobre a questão de Porto Claro Ocidental, em seu blog Lusophonia (www.lusophonia.net), refutando a história “deniense-pasárgada”.
Assim como na tirada sobre os judeus, de Woody Allen, posições micronacionais são tomadas, porem decisões de peso, de vulto, quem toma é quem tem micronação estruturada o suficiente para conduzir a política que quiser, como quiser e como acha que deve ser, e quem não concordar, que escreva e-mails.
Posted in EditorialAconteceu em Orange
- Rertornaram para Orange os ex-presidentes Gaby Nuthy, Rafael Roriz, então em Reunião, o ex-pasárgado e novamente oranger, Marcelo Biskit, além de Daniel Mayer, achado vagando pelas florestas de Pirraines, aparentemente fugindo de um índio que teria atravessado o Oiapoque a nado.
- O site de Orange continua sendo atualizado aos poucos, a boa notícia é que já pode ser acessado através dos novos domínios www.orange.micronacao.org e www.orange.grupobarman.com
- O Censo de Orange termina dia 12. Se você é um ex-oranger arrependido ainda dá tempo de voltar para a micronação mais charmosa da lusofonia.
- Nem bem Orange voltou seus cidadãos já foram envolvidos em problemas com outras micronações, esta semana foi uma discussão ocorrida em um Chat em St. Martin.
- Tanto o Reino Unido dos Açores, como o Sacro Império de Reunião, interessados e acompanhando a retomada da atividade em Orange, tomaram importantes passos em direção a uma futura aproximação diplomática.
Posted in Aconteceu em OrangeCapetinha
- O Quindin continua Correndo. Tá ai um homem que corre, corre e nunca chega em lugar nenhum! E “chupetinha”… eu vou te dizer quem é!
- Os carambolas não entenderam nada… , o Tio Craudijo não tava vestido de toalha de cantina italiana, era fantasia de festa junina
- “A ponte caiu”, é mentira, “Olha cobra”, é mentira”, “Olha PCO”, é mentira!
- Cachorro morto ladra? Só se for em Reunião, será que o Tio Craudijo tava falando do Quindin? vai ver…
- O LP tá riscado, de novo… falando agora a favor da carambolândia. Não adianta, eles não ouvem.
- E não é que os carambolas acharam ruim o site desatualizado de Orange? Tinha um mapa de 2004 no ar… Pelo site da Casa Laranja a Gaby ainda é a presidente!!! Mas tio Stalin, o cachaceiro da Adega, tá cuidando disso. Bons termpos do André Russista e do Renato… algumas chicotadas e o povo trabalhava a troco de vinho
Posted in CapetinhaCapetinha
- Caramba, é só sair do micromundo e olha o que acontece! O Tio Craudjo tá com o rei na barriga, literalmente! O que é aquilo ali??? O Aguiar disse que quando mandaram as fotos do encontro para ele e ele viu o tamanho do Craudjo ficou rindo na frente do monitor por meia hora!!!
- E a Impa Rorô? Tem que reservar restaurante com quinze dias de antecedência! Também, com o tamanho do marido, o restaurante tem que se preparar né? Tem que sobrar comida para os demais frequentadores.
- Tem gente acusando de roubarmos cidadão. Olha, veja bem, a questão é que Orange tem um certo charme e as pessoas que já foram daqui sabem disso, não roubamos cidadãos, nem mesmo sequestramos, enfiamos na lista e mandamos calar a boca.. que coisa feia…
- Ex Pasárgado foi para PC ser primeiro-ministro… é a velha história, os neuróticos constróem micronações de fantasia, os psicóticos moram nela, e o Tio Craudjo é que paga os domínios.
Posted in CapetinhaBusca nos Açores
Tem Mouro na Costa
Blogs Micronacionais
Jornais Micronacionais
- [FOLHA DE PCO] EDIÇÃO #7
- Comunicado Oficial Sobre Anulação de Tratado com o Reino de Ortence
- Re: [NovaImprensa] Decreto Real Incontestável de Nulidade do Tratado de Anexação ao Reino de Ortence
- Re: [NovaImprensa] Decreto Real Incontestável de Nulidade do Tratado de Anexação ao Reino de Ortence
- Re: [NovaImprensa] Decreto Real Incontestável de Nulidade do Tratado de Anexação ao Reino de Ortence
O excelente A Labareda, informação em tempo real sobre o que ocorre em Reunião
- arn_reuniao: Estas foram as declarações do súdito Tiago Melloni, com exclusividade para a ARN. (O leitor deve ler as declarações de baixo pra cima)
- arn_reuniao: A todos os candidatos, boa sorte e lutem pelo desenvolv. do nosso Império; a todos os eleitores votem com consciência avaliando s/ partido
- arn_reuniao: "Porém o eleitor após este período deve por dever acompanhar a quem votou e cobrar as medidas o que muitas vezes não ocorre"
- arn_reuniao: "a eleição é o momento que os candidatos tem para ouvir o que é necessário na nação e com certeza p/ meio desta é possível obter gdes idéias
- arn_reuniao: "macronacionalmente, ou seja, a mobilização da massa politica da população essa mobilização está diretamente ligada com a formação...












