Arenas Micronacionais no. 1

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Reino de Ilha Bela, Protetorado do Reino Unido dos Açores, Sacro Império de Reunião. Ano I – Edição 01 – Maio de 2009.
Arenas Micronacionais – Para quem lê, para quem entende, para quem sabe!
Nas Arenas, os assuntos de hoje:
Editorial Nunca é demais discutirmos sobre a realidade na qual vivemos, e a proposta do “ARENAS MICRONACIONAIS” é buscar e apresentar aos leitores, diferentes pontos de vista sobre mesmos assuntos ou situações relacionadas a esta interessante interação que se chama “micronacionalismo”. Nesta edição de estréia, temos a participação de Alexandre Carvalho (Reunião), Felipe Aron (Pasárgada), Hilal Iskandar (Açores/Reunião) e Renan Saifal (Reunião). Todos, reconhecidamente detentores de muito conhecimento acumulado pelos longos anos de dedicação ao micronacionalismo.
#1 – Crise no micronacionalismo
Um assunto que, passa o tempo, nunca sai de moda, e é graças a muitas crises, o que mais se viu foram intensas atividades em algumas micronações. Existe ou existiu crise(s) no micronacionalismo? Seriam pretextos ou sinais de alerta? Até que ponto ela(s) é(são) importante(s)? Como sair da(s) crise(s) micronacional(is)?
(Páginas 02 e 03) #2 – A questão das “atividades” nas micronações
Os entrevistados de hoje apresentam soas opiniões sobre quais são as atividades que mais contribuem com o micronacionalismo, e até que ponto uma micronação pode se destacar valorizando mais sua atividade externa, através dos contatos e ações diplomáticas, do que a atividade interna.
A maior? A melhor? Afinal, o que significa o Sacro Império de Reunião para o micronacionalismo?
#3 – O Sacro Império de Reunião
(Página 06) #4 – Repúblicas X Monarquias no micronacionalismo
Discussão antiga, que busca definir quem se saiu melhor no micronacionalismo, se as Repúblicas ou as Monarquias.
(Páginas 04 e 05) #5 – O futuro micronacionalismo do
(Página 07)
Pela situação atual do micronacionalismo, considerando os caminhos que vem sendo seguidos, que futuro que nos aguarda? (Página 08)
Arena #1 Crise no micronacionalismo
Ouço falar de crise do Micronacionalismo deste que aportei no MN. Penso que o que boa parte considera crise, é na verdade uma inflexibilidade que leva a considerar que como sua visão não prosperou, há uma crise. É evidente que o número e a qualidade dos micronacionalistas foi caindo muito, mas se pode dizer o mesmo de qualquer comunidade virtual, até o Orkut, por exemplo, tornou-se inabitável em poucos anos. Penso que de um lado as pessoas envelhe-ceram, deixaram de ser adolescentes e passaram a ter muitas outras responsabilidades, assim muita gente boa ficou sem tempo para o micronacionalismo. De outro lado houve pouca renovação porque muita gente se prendia No passado a modelos, rixas e valores que ficaram antiquados e não eram capazes eu achava sim que de em cantar ou abrir espaço para a necessária renovação. Neste o micronacionalismo momento, contudo, penso que há todas as condições para estava em crise e até acreum novo círculo virtuoso que levará o micronacionalismo a ditava que a prática seria esum outro patamar mas a cabeça das pessoas terá de quecida e seria apenas peça de crescer também, deixar de lado as visões pré-concemuseus para pesquisadores. Mas eu bidas, em particular em relação às ferramentas. voltei a acreditar porque percebi que deClaro que se a oportunidade for perdida pende apenas e tão somente da nossa comvirá um fluxo descendente. tribuição para que o micronacionalismo continu(Hilal Iskandar) A crise faz parte do micronacionalismo. Uma e "jovem", apesar de Reunião, por exemplo, ter 12 das idéias fundamentais, um dos objetivos do anos. E justamente por acreditar nisso é que voltei a micronacionalismo é resolver crises. Se não existisse Reunião, inclusive mesmo depois de ter anunciado minha crise, não existiria micronacionalismo. Cada um dos "morte" micronacional. Foi com este anúncio que eu conque por algum motivo foram atraídos a fazer parte siderei que o micronacionalismo estava acabado. E pendo micronacionalismo o fizeram por causa de Muito se comenta que o microso ter voltado com o pé direito. Caí meio que de páraalgum tipo de crise, não especificamente em nacionalismo está em crise, quedas na política neste meu retorno e tive o prazer de suas vidas, mas ao menos em sua forma de você concorda com esta conduzir a Assembléia Popular de Qualícatos, um ver o mundo e o que desafios poderia emafirmação? Se sim, o que é que dos mais importantes parlamentos da Lusophonia. contrar pela frente. Se fizermos um paraestá em crise? Se não, o que E nessa passagem, junto com mais 10 qualícatos, lelo na literatura, veremos que o gênero demonstra que o micronanos tornamos a mais ativa legislatura de toda a história, utópico aparece e reaparece em momentos cionalismo não está em crise? que foi a 14º. Outro estigma do micronacionalismo é a em que há alguma crise de desilusão com o atividade cíclica e se há atividade cíclica, é praticamente mundo. O micronacionalismo torna-se assim uma impossível apontar crises. Até mesmo nas MN que estão a realidade invertida do que ocorre no mundo real, e míngua, poderão em pouco tempo voltar com uma atividaquando falta crise no micronacionalismo, aí é que ele de mais consistente. Mas é necessário que tenhamos entra em crise. (Reinan Saifal) um número razoável de cidadãos, isso não parece, mas faz a diferença. Portanto, enquanto o MN for divulgado pelo mundo afora, teremos sempre a presença de novos cidadãos e o retorno dos antigos, pois quem ‘brincou’ uma Eu discordo da afirmação. Acredito única vez, de forma consciente e Que a crise existe apenas para os que não comprometida, acaba voltando. Se Adaptaram às transformações da Internet. Aqueles que E se foi por Reunião então, investiram em virtualismo excessivo perderam espaço para jogos o retorno é garantido. online, orkut e outros. Aqueles que investiram em qualidade nos (Alexandre debates, em organização de sociedades micronacionais reais, sobrevivem e Carvalho) conquistam novos adeptos. Vejo isso em Pasárgada, Reunião, Porto Claro e em algum nível no Governo Virtual. (Felipe Aron)
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Como disse, não acredito tanto em crise, mas certamente a superação de tantas rixas de natureza pessoal e um debate mais produtivo ajudará muito a injeção de sangue novo. Creio que poucas micronações tem hoje uma "massa crítica" essencial para ter uma dinâmica interna produtiva e incorporar novas pessoas, isto foi fruto da fragmentação que foi ocorrendo na imensa maioria das vezes por questões pessoais ou superficiais - que se agravam muito quando são travestidos de debates ou divergências ideológicas - e que ainda acontecem muito, como Penso que nos últimos dias na questão da formação do Conselho Político pelo Lorde não há muito o Protetor que gerou infindáveis debates no Chandon mas que quando que fazer nas crises, se vai à essência da questão era totalmente vazia, mero pretexto sendo como já disse napara a explosão de divergências não políticas. Cada micronação tes, eventos cíclicos. Mas é em especial nós anciãos temos de fazer o Exercício de nos preciso apontar o principal fator colocar na posição dos novatos, lembrar de como de desagregação do micronacionaéramos quando chegamos por aqui e lismo: a fragmentação. Em Reunião sermos mais construtivos e mesmo, muitas das vezes, meia dúzia de pontificar menos. gatos pingados, que se acham senhores (Hilal Iskandar) de si, saem do país e fundam os mais bizarros projetos de micronações, e depois voltam para Reunião sem ter direito o que explicar. A união entre Açores e Reunião foi uma das mais gratas notícias que o Em geral, para o reunião médio não existe micronacionalismo como um todo poderia receber nos crise. A maioria dos cidadãos é expeúltimos anos. O ideal mesmo é que todos, ou a granriente no micronacionalismo e ficou já de maioria, centrassem em uma única micronaalgum tempo afastada de qualquer ção. Mas como convencer republicanos a partiComo evitar a crise no micronação. Portanto, há essa imprescipar de um Império, ou vice-versa? Talvez pumicronacionalismo, ou se são de que não há crise. Ou então que déssemos admitir duas grandes frentes, Mofor o caso, como reverter essa crise existe mas que não vai atingir narquia e República. Nada de sociedades alesta situação de crise? Reunião. Nessa tendência, é inevitável ternativas; é padrão tudo-ou-nada. Outro grande que muito em breve Reunião se confunda problema é o superego de alguns que adoram ser com a lusofonia e até procure uma unificação "dono" de alguma coisa. Querem por que querem ter sua total. (Reinan Saifal) própria micronação, nomes extensos que preencham duas linhas e exibem tantas medalhas que seriam capazes de pender o corpo pra baixo de tanto peso. O que não perceberam ainda que as unidades administrativas são a nossa micronação. Quando você assume o controle de um burgo, é a concretização do sonho de ter sua próPara evitar ser afetado pria micronação. Quando esses miPelas crises é preciso se reinventar e cronacionalistas perceberem isso ter senso de organização interna. Em Pasárgada, o micronacionalismo ganhará não existem elites fixas e sempre existe algum grupo e crescerá muito mais. opositor querendo aplicar novas idéias, formando sempre (Alexandre Carvalho) uma novidade política interessante. Também não tivemos medo de explorar wikis, videos, audios, wordpress e etc. É preciso também que os membros mais experientes tenham responsabilidade e trabalhem com rigidez e afinco sem esperar ganhos individuais: pelo próprio prazer de ver a Micronação crescer. Agora, estas várias nanonaçoes, monarquias onde o rei é o unico cidadão, acontece justamente o contrário. A micronação só existe para satisfazer o ego do monarca e acaba definhando no primeiro momento em que ele se ausenta. (Felipe Aron)
O arquipélago mais famoso do micronacionalismo!
Arena #2 – A questão das “atividades” nas micronações
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Esta é uma questão difícil porque há uma infinidade de respostas certas, dependendo do que se quer obter. Em primeiro lugar é preciso a "massa crítica". Nenhuma micronação pode subsistir se não tiver uma "elite" - no sentido original do termo e não na visão pejorativa que ela tem que mantenha alguns projetos fundamentais para a construção da identidade e seja capaz de marcar a presença da nação. No sentido contrário mas omplementar esta elite precisa ser aberta a ponto de permitir sua renovação e circulação, através de mecanismos institucionais que compartilhem e estabeleçam regras claras. O terceiro ponto, diretamente ligado a anterior é um trabalho de integração eficiente que realmente consiga fazer os novatos serem capazes de entender o que está acontecendo e participarem da vida micro mais rápido possível. Creio que uma grande dificuldade hoje é que os novatos ou ficam por fora e abandonam tudo ou acabam sendo recrutados apenas como massa de manobra que engrossa e reproduz os preconceitos do grupo que o recruta, antes de pensar Antes é necessário em ter mais um filiado ou cliente é preciso penar em ter mais refletirmos como podemos um cidadão do todo. É fundamental a existência de um dizer se esta ou aquela atividade foi produtiva ou qualitativa, como men- "projeto cultural”. Acho que a grande vocação do micronacionalismo é uma forma lúdica de educação. ciona. Mas, no entanto, é difícil desvenciMesmo as MN que adotam uma postura lhar a qualidade da quantidade de menrealista mais radical, implica em um sagens, mas não estou dizendo que quantiprocesso de aprendizado assim dade necessáriamente indica qualidade. Em um como de diversão. bate papo com um Reunião podemos notar nos (Hilal Iskandar) últimos 4 meses tivemos um número extremamente O lema propagandístico de Reunião grande de mensagens, muito superior por exemplo, ("Seja o que você quer ser") é aos 4 primeiros meses de 2004. No entanto, 2004 foi falso. Em Reunião o novato não vai muito mais qualitativo do que agora. Creio que uma ser o que quer ser. Será, no máximo, atividade de ualidade deve ser impulsionada por aquilo que conseguir ser. Claro que, O que é importante para atividades que vão garantir trabalho para as mesmo assim, será muito mais do impulsionar aqueles que realmente captaram o espírito que conseguiria no universo atual, qualitativamente a do micronacionalismo. Não é criando famílias, dividido por grupos de pressão atividade em uma ou realizando casamentos, ou coisas do tipo que de massa (mas ignaros) e forças micronação? manterão pessoas ativas. Pelo contrário, isso até econômicas (inteligentíssimas, mas afasta e irrita. Mas a criação de "empregos" é um restritas). O impulso do micronacionalismo grande impulso para que possamos ter bons moé a dificuldade. Se o cidadão consegue mentos. Posso citar como exemplo, a criação do fácil aquilo que almeja ele desvaloriza a Archivo Imperial, onde pessoas vão vasculhar listas própria micro-nação e logo depois de todos os tipos, e desta forma resgatar a história todo o micronacionalismo. da micronação. A própria distribuição, igualitária (Reinan Saifal) ou não, de cidadãos pelas Casas Legislativas é um bom fator que no final gerará qualidade nas mensagens. Resumindo: as micronações precisam de programas de Fazer anúncios em ambientes empregos, e esses que tenham externos. Nem todo mundo tem um Cláudio como pagamento a satisfação que paga caro pra aparecer na Aventuras na História, daquele que o está realizanmas existem meios gratuitos de fazer publicidade como o do, vendo resultado de Orkut. Daí é preciso ter um Governo ativo e com metas, seu árduo trabalho. leis fáceis para a iniciativa privada, regiões ativas e diferentes entre (Alexandre si para agregar diferentes públicos. A fórmula é fácil, só precisa de Carvalho) disposição pra aplicar. (Felipe Aron)
Venha conhecer as doenças mais comuns do micronacionalismo!
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Eu sempre fui isolacionista no sentido de que o melhor a se fazer é cuidar da nossa vidinha e se queremos mostrar algo que o mostremos com o exemplo ao invés de com discursos, tratados e manifestos. Paradoxalmente sempre passei pelas chancelarias das duas micronações que participei na vida e acabei sendo levado pelo senso de necessidade a desempenhar algumas funções relevantes. Considero que priorizar as relações diplomáticas e estabelecer-se sobre terreno pantanoso, já uma nação que tenha uma vida própria rica e intensa terá algo que será sempre dela. Penso que as Relações Internacionais são um setor suntuário, algo ao qual nos dedicamos quando todo o resto já está bem. (Hilal Iskandar) No atual panorama micronacional, onde algumas micronações estão fechando as portas e outras preferem manter isolamento ao invés de dialogo, achando-se autosuficientes, creio que seria mais importante a atividade interna. Mas vejo como as relações intermicronacionais são importantes. Não para a micronação isoladamente, mas o micronacionalismo como um todo. A união de Reunião com Açores está fazendo milagres, a meu ver. Pessoas há muito inativas voltam e se desO que é mais importante para uma tacam por suas atividades e disposição. micronação se destacar, a Essa situação (atividade interna x relações atividade interna com rica intermicronacionais) podem ser alternainteração social, ou as relações das, mas não necessariamente uma rediplomáticas da micronação com gra. Reunião tem procurado contato com a mesma se destacando outras micronações, de outras línguas inclupoliticamente? sive, noticias de Reunião foram publicadas em um blog de micronações espanholas. No entanto, por passarmos por um momento de "boom" populacional, os investimentos devem ser centrados na política interna, sem no entanto, descuidar das relações intermicronacionais. (Alexandre Carvalho) Atividade interna. Quem é forte não precisa de diplomacia atuante para emanar seus valores. Quem precisa de embalagem toda colorida e chamativa é quem não tem conteúdo! (Felipe Aron)
Dentro da lusofonia, a atividade interna e a atividade externa são, basicamente, indistintas. Há momentos em que é inevitável que uma micronação pouco hábil em lidar com a crise tenha que desprender muito com a atividade externa, mas o ideal é concatenálas em um esforço só. Aliás, na realidade, as micronações lusófonas são apenas "Estados virtuais" (por mais que seja herético ao Cláudio admitir isso). Existe apenas uma nação, que é a lusofonia inteira. Falta a unificação política. (Reinan Saifal)
Arena #3 – O Sacro Império de Reunião
Pergunta difícil, mas necessária. Nasci para o MN numa nação que estava no topo da lista daquelas que taxavam Reunião de Império do Mal e coisas do tipo, mas copiava a se aferrava a um arcabouço institucional que era uma caricatura de Reunião. Ouço desde aquele tempo as mais severas críticas e as mais tenebrosas previsões, mas a verdade é que Reunião se fortalece, se moderniza enquanto muitos outros projetos fracassaram. Acho que, digam o que disserem de Reunião, nenhuma outra MN mudou tanto em termos institucionais, coisa que pode ser facilmente observada pela evolução da legislação e descentralização do poder. Foram mudanças substanciais que levaram a uma ampla democratização, ao mesmo tempo o SIR atravessa um longo prazo de estabilidade política e institucional. Quanto ao jogo de bastidores é preciso dizer que isto há em todo lugar. Nestes sentidos todos os Açores são muito diferentes, somos uma micronação pequena, que jamais quis ser a maior, a melhor, sempre quisemos ser apenas um lugar gostoso para se viver, fiéis às nossas tradições de fidalguia e cultura. Nada jamais fez os ânimos se exaltarem. Mas também por isso acabamos não tendo quase que arcabouço institucional. Há uma diferença entre a visão fortemente nacionalista reuniã e no "patriotismo" açoriano. Os Açores tem uma tradicão patriótica, mas jamais teve a intenção de ser a maior nação da lusofonia. Não acho que nós estejamos certos e o pensamento do SIR errados, nem vice-versa. São Reunião é de fato a maior micronação formas diferentes de ver com base em brasileira e o pilar do micronacionalismo conjuntura e tradições diferentes, até nacional. Aqui se reúnem os maiores porque o SIR sempre foi a granexpoentes do micronacionalismo atual e O Sacro Império é a micronação do de potência micronacional. inclusive pessoas que passaram por outras caos. Ela é como uma carroça sendo (Hilal Iskandar) micronações. Talvez essa seja a grande puxada por uma parelha de dois duas diferença. A virtude de produzir atividade de parelhas de cavalos, cada uma qualidade faz toda a diferença. Por que querendo puxar para um lado. O que representa o Sacro Império existam disputas homéricas em relação Só que a parelha concentra a manter-se ou certas tradições, de Reunião, que se auto-intitula a a força de cada cavalo para que Reunião permite tentar outros momaior e melhor micronação juntos dêem um impulso forte delos e isso também faz com que brasileira, para o para a carroça. E o Cláudio pessoas queiram contribuir com micronacionalismo? controla ambas os cavalos. Hoje a possíveis mudanças que darão certo força do caos é representada por uma e perdurarão. Reunião tem uma grande conspiração inteiramente anti-ética parcela de responsabilidade em sustentar para se derrubar o Lord protetor o micronacionalismo brasileiro e o fruto Rodrigo Rocha, que foi quem trabalhou desta responsabilidade precisa necessamuito no segundo semestre de 2008 riamente ser a desfragmentação. para manter esse caos formidável (Alexandre Carvalho) coeso. Eles vão perder essa parada! (Reinan Saifal) É uma micronação interessante, respeitável, massiva. Por uma questão de gosto, acho Pasárgada muito melhor, mais democrática e mais libertária. (Felipe Aron)
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Arena #4 – Repúblicas X Monarquias no micronacionalismo
Penso que esta pergunta não tem como ser respondida porque para respondê-la seria necessário um profundo estudo da legislação e do cotidiano de cada uma das MNs. De todas as falsas questões que agitam o MN penso que esta é a maior e talvez a mais antiga – como todas, tentam ocultar disputas pessoais com rótulos. Não há nenhuma tirania no sentido estrito e original do termo que é o de ocupação ilegítima do poder, no máximo isto pode ocorrer por alguns meses, mas leva ou a algum tipo de restauração das instituições, a uma cisão ou ao simples desaparecimento da MN. Não basta olhar o nome do país, nem mesmo a sua constituição para dizer se ela é república ou monarquia, até porque praticamente todas as micronações tem algum tipo de salvaguarda autoritária e interventiva durante crises. Já vivi em um país nos quais todas as estruturas eram extremamente autoritárias, mas se dizia um paladino da democracia porque defendia a liberdade de imprensa cuja melhor expressão concreta é a lista Imprensa Livre, na qual o “spam” pornográfico costuma não ser o degrau mais baixo dos debates. Outra distinção que me parece relevante é a presença de algum tipo de aristocracia, não obrigatoriamente de nobreza, mas de fortes cidadãos individuais. Adriana Moura, de Campos Bastos, falava de uma divisão entre notáveis e notórios, quando falo de aristocracia estou querendo dizer os "notáveis". Cidadãos com participação qualitativa alta e grande comprometimento com a MN. Há nações, tanto monárquicas quanto republicanas no rótulo, que estimulam a existência destes "notáveis”. Isto posto diria que tem mais chances de sucesso os Estados Não existe sistema de maior sucesso. de Direito de natureza aristocrá Pode ser a monarquia ou poder ser a República. tica porque sempre terão O problema é como esses sistemas são geridos por uma "massa critica" para seus administradores, e isso pode garantir ou não o sobreviver e evoluir. Nem um nem outro. Aliás, porque sucesso. Se Reunião fosse uma República, seria a (Hilal Iskandar) ambas funcionam mais ou menos da maior e a melhor, porque não é o sistema que faz a mesma forma, na prática. O sistema diferença, mas a qualidade individual de cidadãos. mais bem sucedido, para a lusofonia Qual o sistema de maior Mas é interessante notar que a qualidade não ao menos, é o do modelismo aberto, sucesso no faz muito efeito em sociedades alternativas, como o seguido por Reunião. Os micronacionalismo, as mas a culpa não é da alternativa, mas na Estados virtuais que seguem o Repúblicas ou as incapacidade que temos de criar algo surModelismo histórico ou o real. Surreal sim, é o que se torna algumas Monarquias? não-virtualismo caminham, mais cedo das micronações que optam por sistemas difeou mais tarde, para o fracasso. rentes do tradicional. Uma República bem admiEu experimentei isso na própria pele. nistrada e atrativa (ou seja, com "empregos") pode (Reinan Saifal) muito bem ser uma potencia micronacional. (Alexandre Carvalho)
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O sistema de maior Sucesso é aquele em que os governantes são responsáveis e maduros. (Felipe Aron)
Arenas Micronacionais
Para quem lê, para quem entende, para quem sabe!
Arena #5 – O futuro do micronacionalismo
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Essa talvez seja uma das perguntas mais difíceis de responder. O futuro do micronacionalismo depende muito do futuro de cada um de nós. A vida muda, e tempo encurta ou a gente fica velho e ranzinza. Talvez fosse a hora de criarmos escolas micronaO micronacionalismo suportou bem cionais, para imitar a vida real. Um novato, que costuo choque de gerações, o que eu ma receber 10 e-mails dos amigos por dia, começa a achava que seria um problema receber 100 a 150 e-mails, precisa ser educado do insanável. Os Pilgrim Fathers do porquê que isso está acontecendo com ele. É como micronacionalismo da década de se estivesse passando pela fase de maturação 1990 hoje são profissionais e pais sexual. Muitas coisas mudam e as vezes de família. Mas não apenas sua Qual o futuro do não acompanhamos o ritmo. Reunião relação quanto a sua concepção teve uma belíssima experiência educacional micronacionalismo? de Estado virtual são compatíveis no mandato do Premier Giuseppe Di Veneto, com as dos novatos adolescentes. que deve ser aprimorada e regulamentada. Com Se não se perderem em teorias a criação de uma escola micronacional, poderemos demais, é bem possível que leguem garantir a transferência de conhecimento, de forma aos netos micronações de 20, uniforme (não "jogada" na lista nacional e que depen30 anos ou mais. (Reinan Saifal) da quase que exclusivamente do novo cidadão) e constante, linear. Precisamos organizar os parâmetros curriculares para formamos micronacionalistas. Esse será o auge da profissionalisação do micronacionalismo e garantia de um futuro próspero. (Alexandre Carvalho) Não sei dizer. Espero que se torne um hobby cada vez mais aberto às novas tecnologias da internet, se tornando cada vez mais atrativo e conquistando novos adeptos. (Felipe Aron)
Penso que o futuro será aquele que construirmos, está ao alcance das nossas mãos fazer dele o que quisermos. (Hilal Iskandar)
Arenas Micronacionais
Para quem lê, para quem entende, para quem sabe!
Ano I – Edição 01 – Maio de 2009.
Editor: Wagner Côrte-Real Bacciotti Campodonio (Açores/Reunião) Participantes nesta edição: Alexandre Carvalho (Reunião) Felipe Aron (Pasárgada) Hilal Iskandar (Açores/Reunião) Reinan Saifal (Reunião)
Circulação:
Telegrapho Real Chandon Imprensa Livre
Reino de Ilha Bela, Protetorado do Reino Unido dos Açores, Sacro Império de Reunião. Ano I – Edição 01 – Maio de 2009.
Arenas Micronacionais – Para quem lê, para quem entende, para quem sabe!
Nas Arenas, os assuntos de hoje:
Editorial Nunca é demais discutirmos sobre a realidade na qual vivemos, e a proposta do “ARENAS MICRONACIONAIS” é buscar e apresentar aos leitores, diferentes pontos de vista sobre mesmos assuntos ou situações relacionadas a esta interessante interação que se chama “micronacionalismo”. Nesta edição de estréia, temos a participação de Alexandre Carvalho (Reunião), Felipe Aron (Pasárgada), Hilal Iskandar (Açores/Reunião) e Renan Saifal (Reunião). Todos, reconhecidamente detentores de muito conhecimento acumulado pelos longos anos de dedicação ao micronacionalismo.
#1 – Crise no micronacionalismo
Um assunto que, passa o tempo, nunca sai de moda, e é graças a muitas crises, o que mais se viu foram intensas atividades em algumas micronações. Existe ou existiu crise(s) no micronacionalismo? Seriam pretextos ou sinais de alerta? Até que ponto ela(s) é(são) importante(s)? Como sair da(s) crise(s) micronacional(is)?
(Páginas 02 e 03) #2 – A questão das “atividades” nas micronações
Os entrevistados de hoje apresentam soas opiniões sobre quais são as atividades que mais contribuem com o micronacionalismo, e até que ponto uma micronação pode se destacar valorizando mais sua atividade externa, através dos contatos e ações diplomáticas, do que a atividade interna.
A maior? A melhor? Afinal, o que significa o Sacro Império de Reunião para o micronacionalismo?
#3 – O Sacro Império de Reunião
(Página 06) #4 – Repúblicas X Monarquias no micronacionalismo
Discussão antiga, que busca definir quem se saiu melhor no micronacionalismo, se as Repúblicas ou as Monarquias.
(Páginas 04 e 05) #5 – O futuro micronacionalismo do
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Pela situação atual do micronacionalismo, considerando os caminhos que vem sendo seguidos, que futuro que nos aguarda? (Página 08)
Arena #1 Crise no micronacionalismo
Ouço falar de crise do Micronacionalismo deste que aportei no MN. Penso que o que boa parte considera crise, é na verdade uma inflexibilidade que leva a considerar que como sua visão não prosperou, há uma crise. É evidente que o número e a qualidade dos micronacionalistas foi caindo muito, mas se pode dizer o mesmo de qualquer comunidade virtual, até o Orkut, por exemplo, tornou-se inabitável em poucos anos. Penso que de um lado as pessoas envelhe-ceram, deixaram de ser adolescentes e passaram a ter muitas outras responsabilidades, assim muita gente boa ficou sem tempo para o micronacionalismo. De outro lado houve pouca renovação porque muita gente se prendia No passado a modelos, rixas e valores que ficaram antiquados e não eram capazes eu achava sim que de em cantar ou abrir espaço para a necessária renovação. Neste o micronacionalismo momento, contudo, penso que há todas as condições para estava em crise e até acreum novo círculo virtuoso que levará o micronacionalismo a ditava que a prática seria esum outro patamar mas a cabeça das pessoas terá de quecida e seria apenas peça de crescer também, deixar de lado as visões pré-concemuseus para pesquisadores. Mas eu bidas, em particular em relação às ferramentas. voltei a acreditar porque percebi que deClaro que se a oportunidade for perdida pende apenas e tão somente da nossa comvirá um fluxo descendente. tribuição para que o micronacionalismo continu(Hilal Iskandar) A crise faz parte do micronacionalismo. Uma e "jovem", apesar de Reunião, por exemplo, ter 12 das idéias fundamentais, um dos objetivos do anos. E justamente por acreditar nisso é que voltei a micronacionalismo é resolver crises. Se não existisse Reunião, inclusive mesmo depois de ter anunciado minha crise, não existiria micronacionalismo. Cada um dos "morte" micronacional. Foi com este anúncio que eu conque por algum motivo foram atraídos a fazer parte siderei que o micronacionalismo estava acabado. E pendo micronacionalismo o fizeram por causa de Muito se comenta que o microso ter voltado com o pé direito. Caí meio que de páraalgum tipo de crise, não especificamente em nacionalismo está em crise, quedas na política neste meu retorno e tive o prazer de suas vidas, mas ao menos em sua forma de você concorda com esta conduzir a Assembléia Popular de Qualícatos, um ver o mundo e o que desafios poderia emafirmação? Se sim, o que é que dos mais importantes parlamentos da Lusophonia. contrar pela frente. Se fizermos um paraestá em crise? Se não, o que E nessa passagem, junto com mais 10 qualícatos, lelo na literatura, veremos que o gênero demonstra que o micronanos tornamos a mais ativa legislatura de toda a história, utópico aparece e reaparece em momentos cionalismo não está em crise? que foi a 14º. Outro estigma do micronacionalismo é a em que há alguma crise de desilusão com o atividade cíclica e se há atividade cíclica, é praticamente mundo. O micronacionalismo torna-se assim uma impossível apontar crises. Até mesmo nas MN que estão a realidade invertida do que ocorre no mundo real, e míngua, poderão em pouco tempo voltar com uma atividaquando falta crise no micronacionalismo, aí é que ele de mais consistente. Mas é necessário que tenhamos entra em crise. (Reinan Saifal) um número razoável de cidadãos, isso não parece, mas faz a diferença. Portanto, enquanto o MN for divulgado pelo mundo afora, teremos sempre a presença de novos cidadãos e o retorno dos antigos, pois quem ‘brincou’ uma Eu discordo da afirmação. Acredito única vez, de forma consciente e Que a crise existe apenas para os que não comprometida, acaba voltando. Se Adaptaram às transformações da Internet. Aqueles que E se foi por Reunião então, investiram em virtualismo excessivo perderam espaço para jogos o retorno é garantido. online, orkut e outros. Aqueles que investiram em qualidade nos (Alexandre debates, em organização de sociedades micronacionais reais, sobrevivem e Carvalho) conquistam novos adeptos. Vejo isso em Pasárgada, Reunião, Porto Claro e em algum nível no Governo Virtual. (Felipe Aron)
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Como disse, não acredito tanto em crise, mas certamente a superação de tantas rixas de natureza pessoal e um debate mais produtivo ajudará muito a injeção de sangue novo. Creio que poucas micronações tem hoje uma "massa crítica" essencial para ter uma dinâmica interna produtiva e incorporar novas pessoas, isto foi fruto da fragmentação que foi ocorrendo na imensa maioria das vezes por questões pessoais ou superficiais - que se agravam muito quando são travestidos de debates ou divergências ideológicas - e que ainda acontecem muito, como Penso que nos últimos dias na questão da formação do Conselho Político pelo Lorde não há muito o Protetor que gerou infindáveis debates no Chandon mas que quando que fazer nas crises, se vai à essência da questão era totalmente vazia, mero pretexto sendo como já disse napara a explosão de divergências não políticas. Cada micronação tes, eventos cíclicos. Mas é em especial nós anciãos temos de fazer o Exercício de nos preciso apontar o principal fator colocar na posição dos novatos, lembrar de como de desagregação do micronacionaéramos quando chegamos por aqui e lismo: a fragmentação. Em Reunião sermos mais construtivos e mesmo, muitas das vezes, meia dúzia de pontificar menos. gatos pingados, que se acham senhores (Hilal Iskandar) de si, saem do país e fundam os mais bizarros projetos de micronações, e depois voltam para Reunião sem ter direito o que explicar. A união entre Açores e Reunião foi uma das mais gratas notícias que o Em geral, para o reunião médio não existe micronacionalismo como um todo poderia receber nos crise. A maioria dos cidadãos é expeúltimos anos. O ideal mesmo é que todos, ou a granriente no micronacionalismo e ficou já de maioria, centrassem em uma única micronaalgum tempo afastada de qualquer ção. Mas como convencer republicanos a partiComo evitar a crise no micronação. Portanto, há essa imprescipar de um Império, ou vice-versa? Talvez pumicronacionalismo, ou se são de que não há crise. Ou então que déssemos admitir duas grandes frentes, Mofor o caso, como reverter essa crise existe mas que não vai atingir narquia e República. Nada de sociedades alesta situação de crise? Reunião. Nessa tendência, é inevitável ternativas; é padrão tudo-ou-nada. Outro grande que muito em breve Reunião se confunda problema é o superego de alguns que adoram ser com a lusofonia e até procure uma unificação "dono" de alguma coisa. Querem por que querem ter sua total. (Reinan Saifal) própria micronação, nomes extensos que preencham duas linhas e exibem tantas medalhas que seriam capazes de pender o corpo pra baixo de tanto peso. O que não perceberam ainda que as unidades administrativas são a nossa micronação. Quando você assume o controle de um burgo, é a concretização do sonho de ter sua próPara evitar ser afetado pria micronação. Quando esses miPelas crises é preciso se reinventar e cronacionalistas perceberem isso ter senso de organização interna. Em Pasárgada, o micronacionalismo ganhará não existem elites fixas e sempre existe algum grupo e crescerá muito mais. opositor querendo aplicar novas idéias, formando sempre (Alexandre Carvalho) uma novidade política interessante. Também não tivemos medo de explorar wikis, videos, audios, wordpress e etc. É preciso também que os membros mais experientes tenham responsabilidade e trabalhem com rigidez e afinco sem esperar ganhos individuais: pelo próprio prazer de ver a Micronação crescer. Agora, estas várias nanonaçoes, monarquias onde o rei é o unico cidadão, acontece justamente o contrário. A micronação só existe para satisfazer o ego do monarca e acaba definhando no primeiro momento em que ele se ausenta. (Felipe Aron)
O arquipélago mais famoso do micronacionalismo!
Arena #2 – A questão das “atividades” nas micronações
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Esta é uma questão difícil porque há uma infinidade de respostas certas, dependendo do que se quer obter. Em primeiro lugar é preciso a "massa crítica". Nenhuma micronação pode subsistir se não tiver uma "elite" - no sentido original do termo e não na visão pejorativa que ela tem que mantenha alguns projetos fundamentais para a construção da identidade e seja capaz de marcar a presença da nação. No sentido contrário mas omplementar esta elite precisa ser aberta a ponto de permitir sua renovação e circulação, através de mecanismos institucionais que compartilhem e estabeleçam regras claras. O terceiro ponto, diretamente ligado a anterior é um trabalho de integração eficiente que realmente consiga fazer os novatos serem capazes de entender o que está acontecendo e participarem da vida micro mais rápido possível. Creio que uma grande dificuldade hoje é que os novatos ou ficam por fora e abandonam tudo ou acabam sendo recrutados apenas como massa de manobra que engrossa e reproduz os preconceitos do grupo que o recruta, antes de pensar Antes é necessário em ter mais um filiado ou cliente é preciso penar em ter mais refletirmos como podemos um cidadão do todo. É fundamental a existência de um dizer se esta ou aquela atividade foi produtiva ou qualitativa, como men- "projeto cultural”. Acho que a grande vocação do micronacionalismo é uma forma lúdica de educação. ciona. Mas, no entanto, é difícil desvenciMesmo as MN que adotam uma postura lhar a qualidade da quantidade de menrealista mais radical, implica em um sagens, mas não estou dizendo que quantiprocesso de aprendizado assim dade necessáriamente indica qualidade. Em um como de diversão. bate papo com um Reunião podemos notar nos (Hilal Iskandar) últimos 4 meses tivemos um número extremamente O lema propagandístico de Reunião grande de mensagens, muito superior por exemplo, ("Seja o que você quer ser") é aos 4 primeiros meses de 2004. No entanto, 2004 foi falso. Em Reunião o novato não vai muito mais qualitativo do que agora. Creio que uma ser o que quer ser. Será, no máximo, atividade de ualidade deve ser impulsionada por aquilo que conseguir ser. Claro que, O que é importante para atividades que vão garantir trabalho para as mesmo assim, será muito mais do impulsionar aqueles que realmente captaram o espírito que conseguiria no universo atual, qualitativamente a do micronacionalismo. Não é criando famílias, dividido por grupos de pressão atividade em uma ou realizando casamentos, ou coisas do tipo que de massa (mas ignaros) e forças micronação? manterão pessoas ativas. Pelo contrário, isso até econômicas (inteligentíssimas, mas afasta e irrita. Mas a criação de "empregos" é um restritas). O impulso do micronacionalismo grande impulso para que possamos ter bons moé a dificuldade. Se o cidadão consegue mentos. Posso citar como exemplo, a criação do fácil aquilo que almeja ele desvaloriza a Archivo Imperial, onde pessoas vão vasculhar listas própria micro-nação e logo depois de todos os tipos, e desta forma resgatar a história todo o micronacionalismo. da micronação. A própria distribuição, igualitária (Reinan Saifal) ou não, de cidadãos pelas Casas Legislativas é um bom fator que no final gerará qualidade nas mensagens. Resumindo: as micronações precisam de programas de Fazer anúncios em ambientes empregos, e esses que tenham externos. Nem todo mundo tem um Cláudio como pagamento a satisfação que paga caro pra aparecer na Aventuras na História, daquele que o está realizanmas existem meios gratuitos de fazer publicidade como o do, vendo resultado de Orkut. Daí é preciso ter um Governo ativo e com metas, seu árduo trabalho. leis fáceis para a iniciativa privada, regiões ativas e diferentes entre (Alexandre si para agregar diferentes públicos. A fórmula é fácil, só precisa de Carvalho) disposição pra aplicar. (Felipe Aron)
Venha conhecer as doenças mais comuns do micronacionalismo!
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Eu sempre fui isolacionista no sentido de que o melhor a se fazer é cuidar da nossa vidinha e se queremos mostrar algo que o mostremos com o exemplo ao invés de com discursos, tratados e manifestos. Paradoxalmente sempre passei pelas chancelarias das duas micronações que participei na vida e acabei sendo levado pelo senso de necessidade a desempenhar algumas funções relevantes. Considero que priorizar as relações diplomáticas e estabelecer-se sobre terreno pantanoso, já uma nação que tenha uma vida própria rica e intensa terá algo que será sempre dela. Penso que as Relações Internacionais são um setor suntuário, algo ao qual nos dedicamos quando todo o resto já está bem. (Hilal Iskandar) No atual panorama micronacional, onde algumas micronações estão fechando as portas e outras preferem manter isolamento ao invés de dialogo, achando-se autosuficientes, creio que seria mais importante a atividade interna. Mas vejo como as relações intermicronacionais são importantes. Não para a micronação isoladamente, mas o micronacionalismo como um todo. A união de Reunião com Açores está fazendo milagres, a meu ver. Pessoas há muito inativas voltam e se desO que é mais importante para uma tacam por suas atividades e disposição. micronação se destacar, a Essa situação (atividade interna x relações atividade interna com rica intermicronacionais) podem ser alternainteração social, ou as relações das, mas não necessariamente uma rediplomáticas da micronação com gra. Reunião tem procurado contato com a mesma se destacando outras micronações, de outras línguas inclupoliticamente? sive, noticias de Reunião foram publicadas em um blog de micronações espanholas. No entanto, por passarmos por um momento de "boom" populacional, os investimentos devem ser centrados na política interna, sem no entanto, descuidar das relações intermicronacionais. (Alexandre Carvalho) Atividade interna. Quem é forte não precisa de diplomacia atuante para emanar seus valores. Quem precisa de embalagem toda colorida e chamativa é quem não tem conteúdo! (Felipe Aron)
Dentro da lusofonia, a atividade interna e a atividade externa são, basicamente, indistintas. Há momentos em que é inevitável que uma micronação pouco hábil em lidar com a crise tenha que desprender muito com a atividade externa, mas o ideal é concatenálas em um esforço só. Aliás, na realidade, as micronações lusófonas são apenas "Estados virtuais" (por mais que seja herético ao Cláudio admitir isso). Existe apenas uma nação, que é a lusofonia inteira. Falta a unificação política. (Reinan Saifal)
Arena #3 – O Sacro Império de Reunião
Pergunta difícil, mas necessária. Nasci para o MN numa nação que estava no topo da lista daquelas que taxavam Reunião de Império do Mal e coisas do tipo, mas copiava a se aferrava a um arcabouço institucional que era uma caricatura de Reunião. Ouço desde aquele tempo as mais severas críticas e as mais tenebrosas previsões, mas a verdade é que Reunião se fortalece, se moderniza enquanto muitos outros projetos fracassaram. Acho que, digam o que disserem de Reunião, nenhuma outra MN mudou tanto em termos institucionais, coisa que pode ser facilmente observada pela evolução da legislação e descentralização do poder. Foram mudanças substanciais que levaram a uma ampla democratização, ao mesmo tempo o SIR atravessa um longo prazo de estabilidade política e institucional. Quanto ao jogo de bastidores é preciso dizer que isto há em todo lugar. Nestes sentidos todos os Açores são muito diferentes, somos uma micronação pequena, que jamais quis ser a maior, a melhor, sempre quisemos ser apenas um lugar gostoso para se viver, fiéis às nossas tradições de fidalguia e cultura. Nada jamais fez os ânimos se exaltarem. Mas também por isso acabamos não tendo quase que arcabouço institucional. Há uma diferença entre a visão fortemente nacionalista reuniã e no "patriotismo" açoriano. Os Açores tem uma tradicão patriótica, mas jamais teve a intenção de ser a maior nação da lusofonia. Não acho que nós estejamos certos e o pensamento do SIR errados, nem vice-versa. São Reunião é de fato a maior micronação formas diferentes de ver com base em brasileira e o pilar do micronacionalismo conjuntura e tradições diferentes, até nacional. Aqui se reúnem os maiores porque o SIR sempre foi a granexpoentes do micronacionalismo atual e O Sacro Império é a micronação do de potência micronacional. inclusive pessoas que passaram por outras caos. Ela é como uma carroça sendo (Hilal Iskandar) micronações. Talvez essa seja a grande puxada por uma parelha de dois duas diferença. A virtude de produzir atividade de parelhas de cavalos, cada uma qualidade faz toda a diferença. Por que querendo puxar para um lado. O que representa o Sacro Império existam disputas homéricas em relação Só que a parelha concentra a manter-se ou certas tradições, de Reunião, que se auto-intitula a a força de cada cavalo para que Reunião permite tentar outros momaior e melhor micronação juntos dêem um impulso forte delos e isso também faz com que brasileira, para o para a carroça. E o Cláudio pessoas queiram contribuir com micronacionalismo? controla ambas os cavalos. Hoje a possíveis mudanças que darão certo força do caos é representada por uma e perdurarão. Reunião tem uma grande conspiração inteiramente anti-ética parcela de responsabilidade em sustentar para se derrubar o Lord protetor o micronacionalismo brasileiro e o fruto Rodrigo Rocha, que foi quem trabalhou desta responsabilidade precisa necessamuito no segundo semestre de 2008 riamente ser a desfragmentação. para manter esse caos formidável (Alexandre Carvalho) coeso. Eles vão perder essa parada! (Reinan Saifal) É uma micronação interessante, respeitável, massiva. Por uma questão de gosto, acho Pasárgada muito melhor, mais democrática e mais libertária. (Felipe Aron)
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Arena #4 – Repúblicas X Monarquias no micronacionalismo
Penso que esta pergunta não tem como ser respondida porque para respondê-la seria necessário um profundo estudo da legislação e do cotidiano de cada uma das MNs. De todas as falsas questões que agitam o MN penso que esta é a maior e talvez a mais antiga – como todas, tentam ocultar disputas pessoais com rótulos. Não há nenhuma tirania no sentido estrito e original do termo que é o de ocupação ilegítima do poder, no máximo isto pode ocorrer por alguns meses, mas leva ou a algum tipo de restauração das instituições, a uma cisão ou ao simples desaparecimento da MN. Não basta olhar o nome do país, nem mesmo a sua constituição para dizer se ela é república ou monarquia, até porque praticamente todas as micronações tem algum tipo de salvaguarda autoritária e interventiva durante crises. Já vivi em um país nos quais todas as estruturas eram extremamente autoritárias, mas se dizia um paladino da democracia porque defendia a liberdade de imprensa cuja melhor expressão concreta é a lista Imprensa Livre, na qual o “spam” pornográfico costuma não ser o degrau mais baixo dos debates. Outra distinção que me parece relevante é a presença de algum tipo de aristocracia, não obrigatoriamente de nobreza, mas de fortes cidadãos individuais. Adriana Moura, de Campos Bastos, falava de uma divisão entre notáveis e notórios, quando falo de aristocracia estou querendo dizer os "notáveis". Cidadãos com participação qualitativa alta e grande comprometimento com a MN. Há nações, tanto monárquicas quanto republicanas no rótulo, que estimulam a existência destes "notáveis”. Isto posto diria que tem mais chances de sucesso os Estados Não existe sistema de maior sucesso. de Direito de natureza aristocrá Pode ser a monarquia ou poder ser a República. tica porque sempre terão O problema é como esses sistemas são geridos por uma "massa critica" para seus administradores, e isso pode garantir ou não o sobreviver e evoluir. Nem um nem outro. Aliás, porque sucesso. Se Reunião fosse uma República, seria a (Hilal Iskandar) ambas funcionam mais ou menos da maior e a melhor, porque não é o sistema que faz a mesma forma, na prática. O sistema diferença, mas a qualidade individual de cidadãos. mais bem sucedido, para a lusofonia Qual o sistema de maior Mas é interessante notar que a qualidade não ao menos, é o do modelismo aberto, sucesso no faz muito efeito em sociedades alternativas, como o seguido por Reunião. Os micronacionalismo, as mas a culpa não é da alternativa, mas na Estados virtuais que seguem o Repúblicas ou as incapacidade que temos de criar algo surModelismo histórico ou o real. Surreal sim, é o que se torna algumas Monarquias? não-virtualismo caminham, mais cedo das micronações que optam por sistemas difeou mais tarde, para o fracasso. rentes do tradicional. Uma República bem admiEu experimentei isso na própria pele. nistrada e atrativa (ou seja, com "empregos") pode (Reinan Saifal) muito bem ser uma potencia micronacional. (Alexandre Carvalho)
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O sistema de maior Sucesso é aquele em que os governantes são responsáveis e maduros. (Felipe Aron)
Arenas Micronacionais
Para quem lê, para quem entende, para quem sabe!
Arena #5 – O futuro do micronacionalismo
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Essa talvez seja uma das perguntas mais difíceis de responder. O futuro do micronacionalismo depende muito do futuro de cada um de nós. A vida muda, e tempo encurta ou a gente fica velho e ranzinza. Talvez fosse a hora de criarmos escolas micronaO micronacionalismo suportou bem cionais, para imitar a vida real. Um novato, que costuo choque de gerações, o que eu ma receber 10 e-mails dos amigos por dia, começa a achava que seria um problema receber 100 a 150 e-mails, precisa ser educado do insanável. Os Pilgrim Fathers do porquê que isso está acontecendo com ele. É como micronacionalismo da década de se estivesse passando pela fase de maturação 1990 hoje são profissionais e pais sexual. Muitas coisas mudam e as vezes de família. Mas não apenas sua Qual o futuro do não acompanhamos o ritmo. Reunião relação quanto a sua concepção teve uma belíssima experiência educacional micronacionalismo? de Estado virtual são compatíveis no mandato do Premier Giuseppe Di Veneto, com as dos novatos adolescentes. que deve ser aprimorada e regulamentada. Com Se não se perderem em teorias a criação de uma escola micronacional, poderemos demais, é bem possível que leguem garantir a transferência de conhecimento, de forma aos netos micronações de 20, uniforme (não "jogada" na lista nacional e que depen30 anos ou mais. (Reinan Saifal) da quase que exclusivamente do novo cidadão) e constante, linear. Precisamos organizar os parâmetros curriculares para formamos micronacionalistas. Esse será o auge da profissionalisação do micronacionalismo e garantia de um futuro próspero. (Alexandre Carvalho) Não sei dizer. Espero que se torne um hobby cada vez mais aberto às novas tecnologias da internet, se tornando cada vez mais atrativo e conquistando novos adeptos. (Felipe Aron)
Penso que o futuro será aquele que construirmos, está ao alcance das nossas mãos fazer dele o que quisermos. (Hilal Iskandar)
Arenas Micronacionais
Para quem lê, para quem entende, para quem sabe!
Ano I – Edição 01 – Maio de 2009.
Editor: Wagner Côrte-Real Bacciotti Campodonio (Açores/Reunião) Participantes nesta edição: Alexandre Carvalho (Reunião) Felipe Aron (Pasárgada) Hilal Iskandar (Açores/Reunião) Reinan Saifal (Reunião)
Circulação:
Telegrapho Real Chandon Imprensa Livre
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